Tableless - Desenvolvimento inteligente com Padrões Web

10/09/2006
Geral

Adotando uma nova perspectiva com os Padrões Web

Alguns pontos importantes do desenvolvimento para web ganharam mais atenção com o aparecimento da “moda” Web Standards. Acessibilidade não era um assunto tão visado como é hoje. Compatibilidade e layout em vários navegadores web não era um assunto importante, a …

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Alguns pontos importantes do desenvolvimento para web ganharam mais atenção com o aparecimento da “moda” Web Standards. Acessibilidade não era um assunto tão visado como é hoje. Compatibilidade e layout em vários navegadores web não era um assunto importante, a não ser que determinado cliente pedisse. Se o site estava funcionando perfeitamente no IE, para que modificá-lo?

Esses e vários outros assuntos, ganharam uma ótima oportunidade para ganharem destaque e se tornarem indispensáveis na vida do desenvolvedor. O Padrões Web em si já trazem boa parcela destes focos à tona. Já é sabido que um site que segue os Padrões é muito mais acessível e tem maior compatibilidade do que sites convencionais. Já está na natureza dos Padrões, trazer certas vantagens ao site. Mesmo assim a mentalidade das equipes mudou junto com a abordagem de desenvolvimento. Atualmente, equipes se preocupam muito mais com pontos de Acessibilidade e Usabilidade do que a alguns anos atrás, quando o web designer era sinônimo de canivete suiço.
A especialização se tornou (ou está se tornando) algo importante.

O desenvolvedor que absorve a idéia dos Padrões Web, muda seu nível de desenvolvimento, passando de apenas um “fazedor de sites” para um profissional, que se preocupa com o bem estar do usuário e também com a produtividade em seu trabalho. Ele se preocupa com a experiência do usuário em todos os sentidos, mantendo o bom andamento do negócio.
Esta mudança de pensamento é comum. Você consegue dar espaço para fazer muito mais do que fazia antes. Abre portas para possibilidades a muito esquecidas. Consegue enxergar o desenvolvimento para web de um ângulo diferente. Mais inteligente. Melhor.

Por Diego Eis

Diego Eis criou o Tableless para disseminar os padrões web no Brasil. Como consultor já treinou equipes de empresas como Nokia, Globo.com, Yahoo! e iG. É palestrante e empreendedor.

http://twitter.com/diegoeis/

Veja os outros posts de

  • http://www.pinceladasdaweb.com.br Pedro Rogério

    Com certeza, hoje quem não se adequar aos padrões com certeza vai ficar fora do mercado!!!

  • Rafael Silveira

    Realmente Diego, mas infelizmente hoje em dia ainda a resistência por boa parte dos desenvolvedores. Muitos têm preguiça de estudar pelo menos o básico. Outra questão que retarda essa mudança, é que a maioria das empresas que trabalham como “antigamente” possuem muitos projetos para entregar, uma mudança desse tipo, acabaria causando atrasos e outros problemas, mas isso pode ser contornado facilmente se a “conversão” for feita de forma correta.

  • http://www.jaderubini.wordpress.com Jader Rubini

    O pior de tudo é que ainda existem pessoas presas aos velhos costumes e não conseguem enxergar as vantagens e as melhorias que os Padrões Web trazem consigo.

  • TIGOS

    Aeeee seu Diego!!! finalmente!

    Tava precisando de um “tapa” mesmo o fórum!

    Principalmente se levarmos em consideração que só temos ele de refência boa em Tableless!

    T+

  • http://www.ciin.com.br Daniel

    Sobre o comentário: “O desenvolvedor que absorve a idéia dos Padrões Web, muda seu nível de desenvolvimento, passando de apenas um “fazedor de sites” para um profissional,…”. Acredito que, de qualquer forma o profissional é profissional, mesmo ainda na maneira “antiga” de se desenvolver um site, ele apenas precisar se redescobrir e se adequar ao Padrão, é natural.

    Sem dúvida, muita coisa vai mudar nos próximos anos, muita gente pode (ou não) ficar para trás nesse caminho, se não tomar um posicionamento de mudança, pois Tableless é sinônimo de agilidade e economia.

    O futuro ninguém sabe, talvez bem próximo do que pensamos, novas metodologias aparecerão para tornar nosso trabalho ainda melhor…continuemos a estudar e nos aperfeiçoar.

    Tableless Nova Geração? o que há para melhorar ainda?

  • Erick Wilder

    Os padrões web terão importância futuramente assim como saber HTML, ou seja, inevitávelmente deve-se conhecer, senão não existe profissional.
    Profissionais que não adotaram segmentação de web standards hoje ainda têm muito tempo. Mas se ficarem empurrando com a barriga, esperando a hora em que XHTML for interpretada pelos browsers como linguagem forte, com erros de parsing e etc, creio que será “tarde”.
    Não sei se isto relamente acontecerá, mas acredito que o rumo das coisas é tornar a linguagem de marcação mais consistente e parecida com XML, acho que regras devem existir, senão acontece que aconteceu desde o começo: uma bagunça, cada empresa implementando o “seu HTML” ou o “seu javascript”.
    O javascript também promete, pena que as modificações estão previstas para serem adotadas largamente a partir de 2010 (até que isso se espalhe pela comunidade de desenvolvedores ainda leva mais tempo ainda), mas já é um grande passo fazer com que a linguagem se torne única, assim como qualquer outra (PHP, Java, Ruby e etc.).
    Acho que como sempre, no caso de implementações o problema é a barreira do tio Bill, que com certeza vai espernear para manter seu JScript ativo no mundo web, assim como as implementações de XHTML e CSS mal feitas do IE7.

  • https://project47.viscountbox.com/ Carlos Eduardo

    Podemos definir essa transição como a verdadeira “profissionalização” do Webdesigner.

    Deixou de ser um multi-funções para se especializar, ramificando a profissão, abrindo novos caminhos e conhecimentos mais aplicados e focados, garantindo maior possibilidade de um trabalho bem feito.

  • http://www.eugeniogrigolon.com/ Eugenio Grigolon

    Acho que muitos, ou quase todos, já sofreram o famoso caso de ao apresentar um orçamento de um site, bem estruturado, com perfeita semântica, é abatido por um “orçamento” do sobrinho ou do filho.

    É ótimo você ter um site que segue todos os padrões web e que automaticamente trás grande acessibilidade para os usuários, mas isso muitas vezes não garante o pão de cada dia.

  • Leandro

    Acredito que os Padrões Web sejam realmente uma “moda”, como foi citado no artigo.

    A menos que a Microsoft tope entrar nessa.

    Porque digo isso, hoje 85% dos usuários utilizam IE, que ainda não segue os padrões web, e pior, tem seus proprios padrões. Alem disso, existem muitas pessoas que desenvolvem sites por hobby (meu pai por exemplo) e utilizam ferramentas como Front Page ou até mesmo Word.

    Neste cenário, muitos sites não são bem visualizados em Browser como Firefox e Opera. Alguns vão dizer: culpa de quem fez o site que não sabe programar!

    Mas a internet é isso, um lugar onde todos podem participar. Exigir profissionalismo na web vai totalmente contra a seu objetivo.

    Encontro muitos sites 100% dentros dos padrões web, mas que travam o IE. Quem está errado? Claro que é o Internet Explorer, que não está desfrutando dos beneficios dos Padrões Web. Porém, como profissional, devo antes de tudo comprir com o objetivo primordial de um website, que é levar informação aos usuários.

    Não adianta de nada meu site seguir os padrões web, trazendo um monte de beneficios, se 85% dos usuários não conseguem acessá-lo.

    Padrões Webs são essenciais hoje em dia, porém não podemos ser radicais. A microsoft domina o mercado hoje, meu cliente ta interessado em atingir consumidores, não quer saber como foi feito.

    Padrões Webs irão funcionar bem quando a Microsoft desejar.

  • Daniel

    Leandro, respeito sua opinião mas penso diferente. Imagino que todo bom desenvolvedor com certeza testa seu site antes de fazer a publicação em pelo menos três navegadores (IE, Firefox e Netscape por exemplo). Isso é necessário uma vez que o navegador Firefox por exemplo está sendo cada vez mais utilizado. Imagino também, que um bom site deve ser acessível a todos os usuários, independente de seu navegador. Temos que pensar também nos outros 15%, que podem fazer a diferença para o site…

  • Leandro

    Daniel, mas é questão é outra.

    Estou falando dos usuários comuns, que hoje não sabem o que são padrãoes web. Usuários que fazem aquelas páginas tenebrosas, que utilizam frontpage, ou word para fazerem suas páginas. Que enchem a página de gifs animados piscanates. Que inserem um monte de javascripts prontos.

    Esses sites não abre direito no firefox e opera, mas abrem no IE.

    Não estou falando que IE é melhor que Firefox. A questão é que Microsoft disponibiliza ferramentas como o front page que segue os padrões do IE.

    Do momento que a Microsoft lançar uma ferramenta de desenvolvimento ao usuário comum que siga os padrões web, acredito que os eles deixarão de ser uma “moda”.

    Mas acho muito difícil a Microsoft fazer, pois neste momento ela abre mercado para FIREFOX e outros.

    Enquanto ela domina o mercado, empurrando o IE junto com o windows, o Firefox nunca vai ser ameaça para eles.

    Uso firefox, porém o usuário comum mal sabe configurar uma conta de e-mail, baixar o firefox e instala-lo nem se fala. E experimenta falar em plugin para o firefox para algum usuario comum, ele olha pra ti como se tu fosse de outro mundo.

    O profissional web deve sim utilizar os padrões web, e se preocupar com os IE, Firefox e Opera. Porém se algo que segue os padrões web naõ funcionar no IE, deve se procurar outra alternativa.

    Minha opinião esta tentando mostrar o outro lado, o do usuário comum, que tem muito mais gente do que os desenvolvedores.

    Abraço a todos.

  • http://www.grupolmr.com.br Regis Salomão

    Olá, sou da empresa LMR Soluções em TI e sou totalmente a favor da adoção dos conceitos de acessibilidade.
    Isso já faz parte do nosso dia-a-dia. Todos os nossos projetos são prototipados utilizando esse conceitos. Inclusive o nosso site está totamente acessível e validado pelo DaSilva e W3C.
    Quem tiver interesse em verificar, favor acessar http://www.grupolmr.com.br.
    A LMR se coloca a dispocisão para quisquer esclarecimentos e/ou futuras parcerias.