Tableless - Desenvolvimento inteligente com Padrões Web

10/09/2009
Artigos

Ah, o maravilhoso mundo real

O que é mais importante, RDF ou bordas arredondadas? O novo formato de especificações modulares do W3C vai ajudar os desenvolvedores, agilizando os releases de navegador, ou vai tornar nossa vida uma bagunça?

Por


O Diego publicou, há mais de uma semana, um artigo sobre o impacto da mudança de estratégia do W3C em relação ao ciclo de vida de seus padrões. O artigo gerou algumas opiniões contrárias nos comentários, em relação ao fato de ele ter dito que bordas arredondadas são mais importantes que a web semântica e em relação à estratégia de especificações modulares do W3C. Vou compartilhar minha opinião sobre os dois pontos.

Em primeiro lugar, é importante distinguir o ideal daquilo que é possível fazer. Li um bocado sobre RDF e ontologias há uns dez anos. Li “A Revolução Inacabada”, vi o RSS nascer e se tornar popular, vi as primeiras aplicações entenderem o formato. RDF falhou. Dez anos se passaram e continuamos escrevendo HTML para ser lido por navegadores e só. Há poucos exemplos de aplicações semânticas na vida real, e a maioria seria desenvolvida de uma forma ou de outra.

Há muita gente, por exemplo, definindo seu próprio padrão de XML para trocar dados com sistemas parceiros. Quantos desses estão usando RDF, com uma ontologia interpretada automaticamente por sistemas que “descobrem” os serviços um do outro? Ou seja, não há novidades nisso nos últimos dez anos.

Escrever HTML bom é importante, porque vai ajudar o Google a indexar seu site e vai facilitar a vida de quem tentar HTML parsing nele. Mas, seja sincero, você tem mesmo esperanças de que alguém vá lê-lo como XML? Vê alguma vantagem real em validar seu código como XHTML, além de provar a si próprio que fez tudo direito? E onde está a promessa dos microformats? Microformats só fazem diferença se forem usados por muita gente. Ninguém vai fazer um parser de um formato usado em apenas um site. Você consegue citar, de cabeça, cinco sites que usem microformats e não foram feitos por você? Ah, claro, não vale incluir na lista o microformats.org.

Nem RSS é um bom exemplo de aplicação de semântica XML. Existem pelo menos dois formatos populares do padrão, além do padrão Atom, que serve para a mesma coisa. E não sei de nenhum leitor de RSS de sucesso que faça parsing dos feeds como XML. O que todos fazem é ler e interpretar a string. É isso mesmo que você entendeu, quase tão bom quanto um CSV! Outro exemplo digno de nota é o SOAP, que foi criado para fornecer aos webservices a capacidade de “autodescoberta”. Você conhece alguém que use isso de verdade? Já viu algum robô que varre a web em busca de serviços e entende sozinho como usá-los? SOAP só tem a vantagem de oferecer tooltips para ajudar os programadores .Net que usam Visual Studio. Enquanto isso, lá fora, XMLRPC e REST (com JSON) estão mudando o mundo.

Por que essas tecnologias falharam, embora pareçam todas boas idéias? Meu palpite é que elas exigiam um raciocínio de longo prazo, um tipo de aposta, que é muito difícil de conseguir. Embora XHTML, Microformats ou SOAP sejam idéias muito boas, aplicá-las em seu site só vai ter valor se muito mais gente o fizer. Se você aplicar o formato sozinho vai perder seu tempo.

O que é muito diferente de, por exemplo, deixar de usar tabelas para layout, escrever bom HTML ou usar jQuery. Essas coisas lhe devolvem um benefício imediato. Se deixar de usar tabelas para layout vai ter um site mais leve e vai perder muito menos tempo quando tiver que mudar o layout, se escrever HTML bom vai ter menos trabalho para escrever CSS, para fazer o CSS mobile e o de impressão, e se usar jQuery vai escrever javascript em um terço do tempo.

Note que esses três exemplos também tiram benefícios do fato de muita gente estar usando. Há muitos bons lugares para se aprender HTML e CSS, há muitos sistemas Open Source que já trabalham gerando código bom e os buscadores entendem a semântica do bom HTML. Mas você não depende desses benefícios para tomar a decisão de uso. Quando começamos, há dez anos, a fazer layouts tableless, não aparecíamos melhor no Google e praticamente não havia sistemas gerando HTML direito. Mas o fizemos assim mesmo porque os benefícios imediatos compensavam o esforço.

É por isso que eu temo que nunca teremos uma web semântica de verdade, e estamos condenados a fazer HTML parsing para sempre.

Há exceções. RSS, por exemplo. RSS é uma sombra do que poderia, mas é um padrão de sucesso, amplamente adotado. E não pode ser explicado com minha teoria do benefício individual imediato. Se você estiver usando RSS sozinho no mundo, não terá nenhum benefício. Talvez o sucesso do RSS se deva ao fato de precisar de uma pequena rede de usuários para oferecer um grande benefício.

Você já se perguntou como foram vendidos os primeiros aparelhos de FAX? Ter um FAX só faz sentido se mais gente tiver. Foram vendidos aos pares. As empresas o compravam para trocar documentos entre a matriz e as filiais. O fato de poder trocar documentos com o resto do mundo era, no início, um “benefício adicional”. Se você precisa trocar conteúdo com um site parceiro e vocês forem os únicos usuários de RSS no mundo, terá valido a pena. Conforme a comunidade de usuários aumentava, o valor de ter RSS crescia. Muita gente começou a usar Bloglines e todo mundo queria entrar na festa.

Há alguns anos eu percorri o país com o pessoal da Locaweb comparando o modelo de adoção do RSS com o que eu imaginava que seriam os microformats. Eu estava errado. Pense um segundo no formato de reviews dos microformats. Qual o real benefício de usá-lo? Há alguma aplicação indispensável, onde você realmente quer estar, baseada em hReview? Para que você vai perder seu tempo?

Será que não estamos resolvendo o problema errado? Quando o Diego diz que bordas arredondadas são mais importantes que RDF, será que ele não tem razão? Para meus clientes, hoje, bordas arredondadas com CSS significam um site mais rápido, mais barato (menos tempo gasto recortando imagens) e, para os sites muito visitados, economia de banda. É uma diferença pequena, mas é uma vantagem. E RDF? Além de oferecer RSS, que nem vai ser lido como XML, o que eu posso fazer de real hoje com RDF para meus clientes?

Desculpe se meu raciocínio parece mesquinho. Ele é. Estou tentando ser realista. Uma das principais influências sobre as decisões humanas é a inércia, e não acredito que o mundo vá, num futuro próximo, adotar de maneira revolucionária o RDF ou mesmo o XHTML. Ainda acho essas idéias fantásticas, só não sei se são possíveis.

O realismo também me faz crer que a nova estratégia de especificações modulares do W3C é uma coisa boa. Sofremos décadas com implementações parciais do HTML 4 e do CSS 2. Agora vamos assumir a realidade inevitável. Os desenvolvedores de navegador se sentirão mais à vontade para dizer a você o que funciona ou não. E não precisamos esperar anos para a definição de um padrão. Podemos usar os recursos com os quais o consórcio já concordou hoje. Leva mesmo alguns anos para o W3C bater o martelo sobre determinado padrão, e as especificações modulares representam um ciclo de releases muito mais dinâmico.

Já temos um acordo sobre CSS Transform, bordas arredondadas, múltiplos backgrounds, repetição no DOM, validadores de formulários, SVG, DOM Storage, querySelectors e uma série de outros recursos legais. Por que esperar até a próxima Olimpíada para dizer aos desenvolvedores de browsers: “Ok, pessoal, fechamos tudo, HTML 5 e CSS 3 já são padrões, podem implementar”? De qualquer maneira, a adoção modular das especificações do W3C é inevitável. Embora a especificação tenha saído inteira, a adoção foi modular no HTML 3, no HTML 4, no CSS 2. Sabendo que não vai ser diferente mesmo, não é melhor que tenhamos bonitas tabelas de compatibilidade entre o que existe e o que cada navegador suporta?

Dá uma olhada na lista de módulos do CSS3. Você não quer esperar isso tudo ficar pronto para ter bordas arredondadas.

Por Elcio Ferreira

http://elcio.com.br/

Veja os outros posts de

  • http://twitter.com/diegofelix Diego Felix

    Concordo plenamente com você e o Diego. Parabéns pelo Post.

  • http://www.ruanmer.com.br/ Ruan Mér

    Muito Bom o post.

  • http://dmolin.com.br/ André D. Molin

    É a tal da questão sobre os padrões… Sempre vai haver discussões, uns achando que o padrão deve ser dessa maneira, outro de outra maneira. Porém é dos padrões criados por uns, que dão certo e se popularizam. Sem eles não teriamos muitas ferramentas que existem hoje.

  • Fernando

    Excelente explicação.

    Acredito que tal discussão é muito necessária, disso muita gente conhece os dois lados da moeda.

    Acredito que a modularização das especificações traram muitos benefícios para todos.

  • http://gaigalas.net Alexandre

    Nesse ano, em apenas 5 meses, a Web Semântica cresceu um absurdo:

    http://www.snee.com/bobdc.blog/2009/09/growth-of-the-linked-data-clou.html

    Quem já editou a Wikipedia, provavelmente já escreveu RDF. Só o fato de terem processado as info boxes da Wikipedia para RDF e publicado na DBPedia, provavelmente já gerou mais informação do que todos os webdesigners brasileiros juntos em 4 ou 5 anos. Isso sem falar de outras iniciativas como FOAF, o censo nos EUA em RDF, Geonames, dmoz, etc…

    São realidades diferentes. RDF é pra grandes distribuidores de informação (Wikipedia, Yahoo), SOAP é pra atacadistas (empresas corporativas, muitas brasileiras), HTML é o varejo da informação, e o CSS com bordas arredondadas é o cafezinho de brinde pro cliente.

    Ah, claro! Pro varejista, o cafezinho é mais importante que logística intercontinental.

  • http://battisti.etc.br battisti

    O alexandre colocou um ponto importante que é o nivel da necessidade, realmente se você vai construir um site institucional para uma empresa, não existe o menor motivo para usar RDF microformats e complementos, é igual querer comprar Java com PHP, são tecnoligias diferentes que por um acaso do destino acabam tendo parte dos seus domínios de atuação conectados, tem coisa que java faz que php nao faz e vice versa.

    No caso da W3c eu concordo plenamente que eles devem se preocupar mais com o arroz e feijão (bordas arredondadas) que todo mundo “come” primeiro do que com o filé mignom que eh comido por poucos. eh isso ai galera!

  • http://twitter.com/renanonline8 Renan Gomes

    Um artigo um tanto polêmico não? Concordo em partes com o artigo, tem razão ao dizer sobre os padrões e as questões do XHTML. Porém acredito que estás linguagens não existem à toa. Confesso que estou aprendendo ainda XHTML, inclusive fiz um investimento para isso, num primeiro momento fiquei preocupado, mas o Alexandre me lembrou de algo, determinadas linguagens que surgiu com a W3C podem não serem utilizadas por todas as pessoas, mas podem serem utilizadas para determinados aplicativos, é como falar do RSS muito eficiente para blogs e o RDF para o wikipédia, já o XHTML e XML pelo que pesquisei no google se utilizados inteligentemente são ótimos para estratégias de SEO. Por fim acredito que os padrões e linguagens devem serem usadas de forma inteligente pensando no cliente e não em nosso caprichos de desenvolvedores ou porque estão na moda.

  • http://project47.viscountbox.com Carlos Eduardo

    Esse é um dos artigos mais polêmicos que já li por aqui, e confesso que me surpreendi.

    Não vou dizer que concordo no ponto que ficaremos estáticos nessa situação e não teremos uma Web Semântica.

    Esforços estão sendo feitos mas, como que algo pode ir para frente se nem os desenvolvedores estão acreditando nisso? Faço minha parte, usando Microformats que para mim é a única opção viável nesse sentido, já que sua curva de aprendizado é ridiculamente curta, além do que posso usar suas classes facilmente sem interferir em meu código… Ou seja, não perco nada usando Microformats, então porque não colaborar com o padrão da minha maneira?

    Sei que a abordagem é bem mais profunda que essa, mas quero dizer que temos de ir adotando as novidades aos poucos, como as próprias bordas arredondadas ou box shadows… Temos que sempre buscar algo mais, seja para agregar valor ao nosso trabalho, ou para crescermos profissionalmente.

    Por isso acredito que nada vai pra frente se não tomarmos a iniciativa e mostrarmos que necessitamos de mais recursos do que tínhamos há 10, 15 anos atrás.

  • http://semsite Ismael

    Priorizar suas urgências é importante. No caso, claro que bordas arredondadas colocam mais comida no prato.

    Mas o artigo ao mesmo tempo passa uma idéia nem tanto de egoísmo, mas mais de visão muito imediatista. Não falo somente do caso específico do RDF.

    Esse tipo de pensamento leva a estagnação.

    As empresas nacionais infelizmente parecem assoladas por esse tipo de coisa. Experimentar qualquer nova tecnologia é dificílimo.

    Mas espere alguma empresa estrangeira dar sua benção e pronto, meio caminho andado.

  • http://viniciuswebmaster.wordpress.com/ Vinicius WebMaster

    Uma opinião sólida e bem redigida.
    Só teremos trabalho “a mais”, se nos trouxer beneficio na mesma proporção (capitalismo).
    Mas, concordo tambem com sua opinião e com a opinião do Diego. Fazemos web pra usuarios, não pra máquinas.
    É triste, mas o excelente RSS, só é conhecido por menos de 10% dos “internautas” (palpite).

    Devemos despertar nos nossos usuarios a necessidade de saber o básico, e lutar pelos seus direitos (simplesmente atualizando seus browsers)!

    Parabens pelo post!

  • http://parafraseweb.wordpress.com Marcus Silva

    O ideal nem sempre é correto, as vezes esbarra na nossa própria ignorância.

    Seu pensamento é sim mesquinho mas é a realidade.

    Parafraseando: seria um pequeno passo para o homem mas um grande passo para a web.

    Nunca tinha atentado para o fato de como os leitores de RSS de sucesso; como voce mesmo disse, sejam apenas “interpretadores de string”

    Quanto ao choque de realidade que voce causou a minha pessoa neste momento; concluo que prefiro bordas arredondadas à RDF e Microformatos.

  • Rafael Baialuna

    Muito bom o texto, Diego… e concordo com o que foi escrito.

    Entretanto, parece (ao meu ver) um desabafo e um abandono de uma “luta” que sempre ví você travar: a busca pelos padrões e microformatos.

    Me corrija se eu estiver errado!

    Abraços!

  • http://www.andrefaria.com André Faria Gomes

    Muito bom Diego. Gostei da linha de pensamento.Creio que esse tipo de problema em comum quando se tentar padronizar alguma coisa. Enfrentamos a mesma coisa, por exemplo, com o JDK, quanto tempo os desenvolvedores terão que esperar para utilizar closures na linguagem? Por isso diversos projetos estão sendo criados em pararelo a burocaria da JCP que ninguém sabe quanto vai vingar….

  • Mauro

    Concordo com o Carlos Eduardo, que diz que devemos ir colaborando com padrões. Por exemplo, meu caso pessoal, entrei em uma agência assim que comecei trabalhar e havia apenas um “desenvolvedor”(layout no corel, fireworks e modo deseign do DreamWeaver). Como ele era o
    designer fiquei encarregado em desenvolver os projetos. Mais não achava aquilo de Dw(só design) correto, comecei a estudar sobre xhtml e css no maujor. Lembro que desenvolvi um layout com milhares de div, e resolvi depois baixar o Firefox e testar. Increvelmante estava tudo correto no I.E e não no Firefox. Mais não desisti levei pra casa estudei no fim de semana e coloquei funcioanando, ainda sem semântica alguma, como disse milhoes de divs. Claro que com o tempo aprendi sobre semântica, acessibilidade, usabilidade…

    Digo isto o porque cada pessoa deve fazer sempre o seu melhor. Pois eu poderia continuar na agência fazendo o mesmo tipo de trabalho que o desgner fazia, pois se sempre foi assim. Mais eu quiz fazer o melhor e o certo. Sem contar que não havia programador back-end ou seja era sites com milhares de páginas html(htm, talvez porque soe mais bonito, nãoo sei). Imagina trocar um item no menu? Ctrl+C e Ctrl+V de página em página. Depois de me sentir confiante com XHTML e CSS, parti para o PHP e Banco de dados. Ou seja hoje tenho sistemas que consigo alterar em apenas arquivos especificos e ter um encadeamento. Nada de copy e paste.

    Eu pessoalmente não estou aprendendo o html5 e o css3 no momento por esta me aprofundando em POO e design patterns. Mais se estivesse com certeza seria alvo de estudo.

    Excelente texto
    Elcio

  • http://www.partiturasencore.com Mark Costa

    Artigo muito bom, mas tem uns 2 anos de atraso.

    Bom, pra mim poder existir HTML 5, 6, 7 8 CSS 3, 4, 5, 6, 7, 8 que não vai adiantar nada, não vai mudar nada o desenvolvimento web se não houver uma mudança radical na forma como essas informações são interpretadas pelos browsers. Pra mim a solução é simples do ponto de vista técnico: todos os browsers deveriam usar o mesmo engine e ponto final.

    Enquanto ficar, me desculpe o termo, essa putaria de cada browser ter sua própria maneira de interpretar HTML, CSS e Scripts você pode criar 200 milhões de especificações perfeitas que ainda teremos, na minha opnião, o maior problema da Web atualmente que é a incompatibilidade entre browsers.

    É ridiculo gastar horas e mais horas de tempo de projeto se preocupando em “como isso vai renderizar no browser X” “será que esse script vai funcionar em todos os browsers”.

    Eu digo, web ainda é medíocre como plataforma de desenvolvimento, principalemtne para aplicações web.

  • http://valeus.net/mwords Micox

    “Vê alguma vantagem real em validar seu código como XHTML” – Como desenvolvedor javascript eu digo que uma validação no (x)html impede um monte de bugs e complicações para o javascript.

    “E não sei de nenhum leitor de RSS de sucesso que faça parsing dos feeds como XML” – Quando vou importar feeds de outros sites (via php), faço muito mais rápido e bem feito usando a função simple_xml do que de outras formas.

  • Willian

    Acho que nunca se deve desprezar algo que foi idealizado pelo mesmo criador do HTTP e do HTML, né?
    Outra coisa, para que existem tudo isso? Para a internet evoluir, né?
    Por enquanto eu continuo da turma do contra (RDF/XHTML2)

  • Bruno Braga

    Alexandre faço das suas palavras as minhas.

  • http://gaigalas.net Alexandre

    Ah, outra coisa que passou desapercebida :) O autodiscovery do SOAP não foi feito para ser usado por “algum robô que varre a web em busca de serviços e entende sozinho como usá-los”. Significa que os métodos e tipos de dados daquele serviço podem ser descobertos automaticamente, a aplicação cliente pode gerar as classes, o programador saberá que tipos utilizar =) Trabalhei 2 anos em sistemas com SOAP/WSDL em parceiros como LG, UPS, Maplink/Apontador…

  • Kaleb Martins

    Sobre clientes… não devemos levar a consideração entre o que é melhor, RDF ou bordas arredondadas? O cliente sempre vai no que é mais bonito e no menor custo.
    Agora RDF é um caso a parte. Temos que pensar mesmo, até porque uma única andorinha não faz verão. Talvez Diego esteja certo sobre as bordas. Mas nada melhor do que o primeiro passo. As pessoas são motivadas pela ação. Nada melhor do que alguém começar a fazer. Belo post.

    Abraços
    Kaleb Martins

  • http://www.tudopodre.com.br Psysapiens

    Pra dizer a verdade, até hoje não vi vantagem em escrever XHTML.

    Ps.: Aproveitando a oportunidade… Obrigado Elcio pela “descascada” que você deu no pessoal do IE no Café com Browser W3C. Precisamos de representantes que entenda nossas aflições.

    XD

  • http://floripasom.com/video/ Acelio F

    @Rafael Baialuna
    É um desabafo sim.
    Está indo contra o que sempre foi apregoado aqui.

    Mas tem outro lado, que deve ser o maior motivo.
    Trabalhar e “pegar o dinheiro” do cliente.

    Não adianta querer fazer sites corretos, enquanto há sites “novinhos” saindo de grandes agências, feitos todo em flash(inacessíveis), layout com tabelas, sem declaração doctype(QuirksMode), sem meta-tags. Feitos como o @Mauro falou, DW automático.
    Esta “gente” está “pegando” o dinheiro do cliente. Não interessa à agência se o site vai fun$$ionar para o cliente. dar retorno. Atingir o objetivo do site(muitas vezes nem tem um objetivo). É só agradar visualmente “o cliente” e pronto.

    @Marcus Silva
    O cliente sempre manda. E ele sempre preferiu as “bordas” do que o resto todo. E hoje, eu também…

    Sacrificar o visual em detrimento da acessibilidade, compatibilidade, navegabilidade, funcionalidade, manutenção do conteúdo… Nos dias de hoje, faz “perder” possíveis clientes…

    Sobre os Navegadores.
    o FF me deu trabalho esta semana. O simples history.back()(e suas variações) não funciona corretamente. Uma simples “âncora” em um dos links, acaba com o histórico, quando há frames envolvidos.
    Deveria eu dizer “morte ao Firefox”?
    É assim. O que não funciona em todos os navegadores. Corta-se do projeto.

    Élcio e Diego. Fica aqui uma sugestão.
    Cursos de HTML5, javascript e CSS3 crossbrowser. :-)

  • http://dedevillela.com Dedé Villela

    Queria convencer meus clientes com esses argumentos. E não perder tempo tentando reinventar a roda… Muito obrigado pelo post didático e com informaçõe esclarecedoras.

    Abçs

  • http://supercomentario.com.br Tioni Oliv

    Que dê a primeira pedrada quem não usa hacks pra corrigir padding no IE6. E a quanto tempo ele já deveria ter morrido por atropelar padrões? Mas ainda não morreu, porque? Culpa do usuário, quando ele se importar com webstandarts (o que é difícil), aí sim a coisa vai pra frente.

  • http://www.vekttor.com Bruno Oliveira

    Depois de ler o post e os comentários creio que entendo o significado da palavra “equilíbrio”, vejamos por um lado, Microsoft Windows XP domina o mercado de S.O. para desktops, e essa falta de equilíbrio e falta de opções fez essa “bagunça” que temos com vírus, padrões impostos aos usuários sem opções de escolha a curto prazo, dúvidas sobre o que se tem debaixo do capô do “carro”. E por incrível que pareça (óbvio) tem pessoas que não querem saber o que se passa sob o capô.

    A questão é que além da questão de definirmos o que é “bom” ou “ruim” vai além dos nossos gostos e egos, ou o fato de provar-se matemáticamente que raízes quadráticas são simplesmente resolvidas utilizando a fórmula de Bhaskara?

    Não é assim tão fácill, não da pra criar um padrão que agrade a todos pois sempre teremos idéias adversas, é isso que nos torna diferentes, e é isso também que contribui para que sempre hajam coisas novas e interessantes por aí.

    O que quero dizer é que de certa forma devemos sim buscar sempre o melhor, mas devemos pensar que o melhor nunca vai ser bom para todo mundo e temos que aprender a conviver com isso, “impondo” padrões sim, mas discutindo para que essa imposição seja e agrade cada vez para muitos, até quem sabe, um dia poderemos chegar a um “senso quase comum”. O que seria um passo a frente para organizar esse lixeiro que se tornou a Web.

    O comentário pode soar meio piegas, mas acreditem se ouve-se um meio de decidir as coisas sem as variações criadas pelos sentimentos (leiam “Ego”) que cada um tem seria o primeiro a testar isso!

  • http://www.pedroms.com.br Pedro

    Pra lá de bacana seu texto Elcio.

    Eu acredito que seja uma questão de demanda, de necessidade. RDF é coisa grande, é como ter um SUV, se você tem uma familia grande e viaja bastante será muito útil, para carregar todas as malas,e a família, mas se você é um cara solteiro, ou até um jovem casal sem filhos, um hatch, está de bom tamanho e vai te atender melhor.
    E tem mais, no final da contas o que o usuário quer é uma boa experiência, se embaixo do capô tem um V8 ou um 4 cilindros em linha, tanto faz, desde que o usuário chegue onde quer o mais rápido possível.

    Vixxi, falei mais de carro de que WEB.

  • http://www.hotmastersound.com.br Durval

    Como dizia um professor que tive na faculdade, “padrão é uma coisa tão boa que cada um quer ter o seu” é muito louvável esta discussão sobre esta sopa de letrinhas (W3C, RDF, RSS, HTML, XML, XHTML, ETC…), mas nada disso faz sentido se seu site não for encontrado pelo seu publico alvo, e para isso o velho e bom HTML ainda é o mais indexado pelos mecanismos de busca.

    Ar Condicionado para carros e Som Automotivo¬ – HOT MASTER

  • http://www.robsonmoulin.com.br/site Robson Moulin

    Muito bom o post!

    Eu acho que o principal de tudo é o cliente e o publico-alvo, acho uma besteira essa enrolação da w3c para poder padronizar algo, apesar de sempre tentar trabalhar em cima dos padrões, buscar o verdadeiro sentido disso tudo é o mais importante!

  • http://twitter.com/raelmax Rael Max

    Bom se os próprios desenvolvedores estão desistindo da idéia de mantermos padrões, que melhoraram em uma visão futura a navegação e o compartilhamento da informação fica uma guerra meio que perdida para a W3C.

    Gostei desse lance da W3C liberar o CSS3 de forma modular, aumenta e muito a velocidade das implementações nos browsers e torna nosso trabalho bem mais fácil.

    Agora com licença que tenho que resolver mais um problema de javascript, css e IE6. :D

  • Rafael Camillis

    Parabéns pelo artigo, muito bom. Já faz tem que não leio um artigo tão polêmico. Já vale pelos comentários da galera.

    Concordo com você, a necessidade faz o homem. Se sem RDF e microformats não desse para desenvolver sites para web todo mundo teria que usá-los. Se você não precisa para quê utilizá-lo? Qual o benefício real ou imediato de ser utilizado? Trabalho com RDF, porém acredito que dificilmente será um formato difundido pelo público em geral. Porquê? Simples, não há a necessidade, o feijão com arroz, html+css resolve o problema da grande maioria.

    Abraço!

  • http://www.tudocondominio.com.br segurança na rede

    Otimo o post.

    Como profissinal uma boa sacada é pensar no custo beneficio pois se voce vai investir tempo e dinheiro é preciso ter retorno. Por que depois tem a manutenção do sistema e as empresas cobram resultados Não adianta investir no pessoal em tecnologia que pode não dar resultado.

  • http://www.mixd.com.br Plinio Theodoro

    Parabéns pelo post :)

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