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Aonde nos leva a morte do Internet Explorer 6?

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Semana passada foi o Digg, essa semana o YouTube. E a comunidade de desenvolvedores os segue fazendo barulho, anunciando que vai fazer o mesmo. Nós estamos fazendo nossa parte na Visie, eliminando a preocupação com o IE6 de nossos sites e convencendo nossos clientes a fazê-lo também. Já vai tarde.

Mas não é tempo de comemorar, ainda há muito trabalho a fazer. Há oito anos o Zeldman publicou seu célebre artigo To Hell With Bad Browsers, em que nos explicava porque devíamos abandonar o suporte aos navegadores 4.0. O ponto básico era não ter que fazer várias versões do mesmo site. Uma versão apenas, com bom layout CSS, podia funcionar para todo mundo, com todas as vantagens dos padrões web, mas não nos navegadores 4.0.

Bom, fazem oito anos. OITO LONGOS ANOS! Há oito anos que podemos escrever uma versão só de cada site, desde que saibamos escrever hacks de CSS e ajustes de float para o Internet Explorer 6. Há oito anos que estamos repetindo o fato de que o Internet Explorer 6 é a pedra que restou em nosso sapato. Há oito anos que sonhamos em não ter que escrever hacks.

A morte do Internet Explorer 6 significa apenas isso: poder usar PNG transparente e não ter que escrever hacks (ou não ter que escrever tantos hacks.)

A Microsoft passou oito anos sem atualizar seu navegador para nos dar exatamente o que? PNG transparente? Nesse período, Firefox, Opera, Safari e Konqueror estão trabalhando em coisas como controle de opacidade, CSS transform, bordas com imagem, sombras, media queries, colunas e os maravilhosos novos seletores do CSS3. Coisas maravilhosas que você já pode usar, mas a maioria de seus usuários não vai ver porque usa Internet Explorer.

A morte do Internet Explorer 6 nos leva apenas ao lugar onde deveríamos ter chegado há oito anos: sites sem hacks. A Microsoft ainda está algumas gerações atrasadas e, se queremos usar CSS 3 e HTML 5 um dia, é bom parar de comemorar e voltar ao trabalho. Há um mundo para mudar.

Publicado no dia