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Em tempo de transição, quais recursos utilizar?

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HTML 5, CSS3, IE9, Firefox 4… enfim, siglas, nomes e versões que não param de pipocar nos tweets, posts, artigos, e em todos os lugares dentro do nosso universo do desenvolvimento web e automaticamente nos perguntamos – como traçar nosso trabalho nesta época de transição? O que é certo? O que é errado?

Graciosamente retroceder ou progressivamente evoluir?

A melhor análise antes de decidir qual caminho tomar e a qual evolução recorrer vem do planejamento de seu projeto. Estudo de estatísticas de navegadores, perfil do usuário, resolução de tela, dispositivos, etc; são alguns dos pontos a serem levados em consideração, criando material suficiente para você decidir qual caminho seguir: considerar o retrocesso [ por exemplo: desenvolver seu website para IE6 ] ou expor a evolução de forma progressiva [ por exemplo: utilizar bordas arredondadas e novas características via CSS3 ].
Determinar os fins do projeto vão estabelecer o melhor caminho a seguir durante toda a sua execução pois, em época de transição, os riscos de utilizar algo que não dê certo e a presença de retrabalho são quase inevitáveis. Assim, considere todas as possibilidades.

Graciosamente retroceder

Quando pensamos em retrocesso, no caso do desenvolvimento web, o utilizamos para conceituar uma codificação baseada em X-HTML/CSS 2 e Crossbrowser [ com browsers de mercado incluindo o IE6 ], de qualquer forma, a ideia não é pensar que esteja errado ou que seja um método fora de uso, mas sim uma segurança em utilizar o que já está regulamentado, validado pela W3C e igualmente embutido na renderização padrão dos browsers mais utilizados.
Inúmeras são as dicas aqui no Tableles relacionadas à esta frente de desenvolvimento, mas o que podemos levar em consideração quando pensamos em desenvolver um website dentro dessas diretrizes é que: IE 6 e IE7 ainda devem fazer parte dos browsers em testes e que ainda utilizaremos imagens para criação de bordas arredondadas e sombras. Além claro, de nos encontrar em momentos que utilizaremos diversos elementos em nosso código html apenas para assegurar que algum efeito visual seja renderizado na tela [ as vezes dependente do uso de Javascript para tanto ]. Considerando estes pontos e pensando nos fins do projeto, basta iniciar o desenvolvimento.
Algumas dicas que podem ajudar nesta escolha estão em: http://tableless.com.br/categoria/client-side/html-css/page/2

Progressivamente evoluir

Como falamos acima, estamos num momento de transição que significa acima de tudo – escolha. Utilizar novas possibilidades na criação de websites é uma escolha que deve ser igualmente planejada pois, o risco não vem do que já conhecemos e do que já sabemos que vai exigir maior cuidado, mas sim do que desconhecemos – a renderização de novos parâmetros em folhas de estilo e a interpretação de uma nova tag html, por exemplo.
Pouco ainda consegue-se definir a respeito das novas possibilidades, mas é fato que muitos desenvolvedores estão aprendendo como utilizar o novo, testando e reportando erros e acertos e este comportamento deve estender-se por anos, até que as diretrizes sejam regulamentadas pela W3C e os browsers tenham o mesmo número de usuários que suas versões de mercado tem hoje.
Com isso, os testes geralmente giram em torno dos novos browsers, mas eventualmente necessitamos também direcionar o desenvolvimento à navegadores mais antigos, encontrando assim, a dificuldade em visualizar a mesma coisa em todos eles. Para ajudar, pensando em HTML 5 e CSS3, abaixo uma lista de algumas ferramentas que podem ajudar na implementação das novas técnicas em browsers e possibilidades atuais:

  • Modernizr: http://www.modernizr.com/ – uma ferramenta JavaScript que suporta propriedades CSS3 em diferentes navegadores.
  • CSS3 Pie: http://css3pie.com/já comentada em outro artigo, o CSS3 Pie é uma ferramenta JavaScript que permite renderizar bordas arredondadas, background-gradient e box-shadow nas versões anteriores de IE.
  • Selectivizr: http://selectivizr.com/ – ferramenta JavaScript que emula seletores CSS3 e pseudo-classes, como por exemplo :focus em diferentes browsers.

Além das ferramentas, conheça no link ao lado também, algumas das melhorias trazidas para as folhas de estilo em sua nova versão e para a evolução da linguagem de marcação – o HTML5: http://tableless.com.br/categoria/client-side/html-css

Testar o novo ou trabalhar com o conhecido? Esta pergunta não podemos responder, mas analisadas as características do seu projeto, você mesmo poderá tomar esta decisão consciente de um trabalho profissional e determinado ao sucesso.

Boas escolhas e até a próxima.
😉

Publicado no dia