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Formulários e o Metawebdesign – Parte 1

Como montar formulários quando você é o responsável pelo código e design.

O front-end é uma profissão de uma amplitude imensa. Temos profissionais montando mockups/PSDs, especialistas em acessibilidade, usabilidade, arquitetura da informação, integração com aplicações, designers de interface, application developers. Tem até SEO.

O background do profissional neste momento não importa muito, apenas a afirmação que ele está trabalhando na camada de front-end. Só isso basta para confirmar os papéis acima.

Em muitas empresas o front-end é trabalhado de maneira criteriosa, com separação de tarefas em maior ou menor intensidade, de modo que o processo esteja sempre azeitado e atento aos prazos dos outros times que dependem da interface. Em algumas outras, o responsável pelo código é o unico responsável por fazer tudo isso acima. E isso acontece com frequência.

É o famigerado exército-de-um-homem-só, que em um projeto normalmente é responsável por:

  • Pesquisa: Fornece dados e insights para o desenvolvimento de todo o projeto – sobre o usuário, suas características, hábitos e necessidades. Apesar de orientada a um projeto específico, essa pesquisa também deve ser constante, oferecendo atualização e embasamento para a criação de novas experiências.
  • Arquitetura da informação: Organização de informação, entendendo o modelo mental do usuário, para que ele se reflita também no produto final.
  • Design da interação: Desenhar a interação de forma que ela seja consistente, fácil e auto-explicativa. Entende ros requisitos de usabilidade criados na fase de pesquisa e dominar os padrões de interação que a aplicação deve ter, além de saber lidar com a multiplicidade de devices e plataformas onde a interação ocorre.
  • Design Visual: Balanceando beleza e comunicação, domina tanto a direção de arte do produto que está sendo desenvolvido quanto o acabamento final dos pequenos detalhes da interface.
  • Redação: Expressar as ideias, simples ou complexas que o cliente passou para o desenvolvedor em palavras simples e que sejam facilmente entendidas pelos usuários do produto. Este conteúdo vem do cliente, mas não é difícil acontecer  do desenvolvedor ser responsável por criar algum conteúdo, seja transformando a linguagem do cliente dentro de um contexto web, deixando-a mais dinâmica e convidativa a leitura, seja pequenos conteúdos que devem ditar padrões visuais para interações do usuário.
  • Prototipagem:  Criação da UI. Isso serve tanto para o estágio inicial do projeto (com protótipos de papel, de baixa fidelidade) quanto para o estágio que precede o desenvolvimento, onde o produto já está mais amadurecido e mais próximo do final. Esta etapa pode ser a da criação das páginas em si, uma vez que os modelos de conceito e interação estão prontos e o design está criado ( sites tipicamente estáticos ou de menor porte ) ou pode ser a fase da criação dos protótipos que devem ir para a integração depois (back-end).
  • Gerenciamento: Garantir o funcionamento de todas as áreas de entrega da melhor e mais produtiva maneira possivel. E ainda ser o ponto focal com cliente e usuário, quando necessário.

Em um departamento multidisciplinar de UX, no melhor dos mundos, temos atribuições diferentes para diferentes profissionais. Muitas vezes, isso não acontece. Outros casos, não raros, a empresa não está interessada na matéria, ou apenas não tem profissionais que atuam nesta área que se preocupam com o código (e design) que entregam. Vai saber. Em empresas com atribuções de projeto mais estruturadas um departamento de UX conversa claramente com outros áreas, como Arquitetura, DBA, Requisitos, Integração, Testes e Gerência.

No FrontInBH, conversando com os desenvolvedores no final do evento, e também em conversas com devs de todos os cantos, é fácil perceber que empresas com equipes de desenvolvimento reduzidas (SMB, agências, pequenos portais) mantém um ou dois especialistas que acabam fazendo todo o serviço. E estes profissionais acabam por andar entre duas profissões distintas: Designer de Interação e Interfaces ou o Desenvolvedor web.

Vale lembrar que estas duas profissões tem backgrounds muito diferentes. Enquanto os designers lidam com abstraçãodevs costumam lidar com aobjetividade do código. Disciplinas que vão de Teoria de Cores à Orientação a objetos fazem parte do background destes profissionais, porém é com muito trabalho que são desenvolvidos as especialidades, devido a matérias tão antagônicas.

Algumas das disciplinas que um profissional de web hoje deve saber para atender demandas de projeto

Essa diferença de backgrounds acaba por oferecer barreiras que fazem com que o desenvolvimento e a integração das disciplinas seja muito difícil. E com isso temos profissionais que desenham interfaces e interações lindas, mas que não podem funcionar sob conceitos de acessibilidade, ou ainda websites perfeitamente acessíves e fluídos, mas que não tem um design tão impactante.

Diante deste cenário tenho trabalhado para desenvolver um conceito que chamo de Metawebdesign. A proposta é justamente encurtar estes espaços, sem incomodar profissões importantíssimas e já consolidadas, mas que por razões diversas em algumas vezes acabam por ser a mesma coisa no organograma de uma empresa.

Meu primeiro e segundo artigos sobre o assunto vão falar sobre formulários. Muito já foi falado, e não quero repetir o que já sabemos. Porém é importante mostrar como conceitos de design da interação, arquitetura da informação e código são usados para criar aplicações que oferecem uma experiência inesquecível para o usuário. Estes dois posts iniciais sobre o assunto se transformam em um toolkit muito útil aonde você poderá com a parte 1 e 2 escolher usando conceitos de design os melhores elementos de controle e depois entender como codificá-los de acordo com os padrões do W3C, mantendo usabilidade e acessibilidade.

Aplicando o Metawebdesign a formulários: o design da interface

Cedo ou tarde, a aplicação que você esta criando vai precisar perguntar (ou pedir) ao usuário algum tipo de informação. E sob o ponto de vista do usuário, nesse momento a credibilidade de seu design de interação e código estarão em jogo, pois complexidade e simplicidade aqui separam o céu e o inferno.

Todos sabem como usar alguns elementos de controle como input texts, checkboxes, radio e dropdowns – e isso não somos nós desenvolvedores de aplicações web. Isso é consenso, domínio público: um status quo que todo usuário de computador aprendeu a identificar e saber operar. Mesmo novos usuários entendem estes elementos com uma rapidez impressionante. O problema é como agrupar todos eles em torno de um bem comum – o bem sucedido submit. Afinal de contas, fazer um formulário é simples, basta colocar um bando de informações ordenadas de maneira racional, colocá-las na página com alguma ordenação top-bottom e é isso, correto?

Para começarmos a conversa, isso é o que os usuários esperam.

De acordo com o w3c, um formulário HTML (form) é uma seção do documento HTML que pode conter informação estática, elementos de controle (os mesmos mecionados acima e alguns outros que vamos falar aqui) e labels que referenciam estes controles semanticamente. Tudo isso para permitir que o usuário possa responder (ou preencher) uma série de perguntas que a sua aplicação precisa para prosseguir com o fluxo. E o usuário interage com tudo isso alterando elementos de controle.

Bons e maus exemplos:

Bons exemplos de formulário são fáceis: você mesmo deve conhecer vários; são aqueles que você usa diariamente sem gastar muito tempo ou que não entediam durante seu preenchimento. Maus exemplos são fáceis e estão por todos os cantos da internet, não é difícil encontrar um (na verdade não precisamos nem procurar). Só que não é ético questionar o trabalho de ninguém sem saber as variáveis que levaram aquela implementação. Sendo assim, olha que “bonito” esse formulário que está no site da Apple como exemplo de um mau form.

Acredite: foi difícil até colocar tudo isso em um espaço visível. E ainda nao ficou bom.

 

Antes de entrarmos de cabeça nos elementos e como formulários devem ser criados, precisamos entender alguns principios básicos de um design de form:

Form Design – O básico:

  1. Tenha certeza que o usuário entende o que e o porque você está pedindo ou perguntando algo;
    Escreva labels com palavras que seus usuários possam entender facilmente independente de serem usuários frequentes ou novos usuários, tenha cuidado com os jargões ou acrônimos utilizados. Se necessário, desenhe para o usuário.
    • exemplo 1 : antes de um grande formulário, tome algum espaço da tela para explicar como ele funciona e o porque você precisa de todas aquelas informações.
    • exemplo 2: Se você precisa colocar um controle na tela que não é imediatamente óbvio dentro de um fluxo da tela, use uma tooltip ou outro tipo de ajuda que mostre ao usuário o que ele deve fazer em seguida.
  2. Se puder, evite a redundância;
    Antes de colocar os campos em uma tela, analise a informação e o contexto de cada um deles e se possível, agrupe informações para minimizar o numero de campos a serem preenchidos. Mesmo no melhor dos cenários, gastar tempo preenchendo caixas de texto não é algo divertido.
    • exemplo 1: se o usuário já preencheu o endereço de entrega no formulário de checkout, você pode reutilizar esta informação para o endereço de cobrança. Basta adicionar um checkbox perguntando se o endereço de entrega e cobrança são os mesmos que em caso de positivo, você já atendeu aos requisitos.
    • exemplo 2: Se 80% dos seus usuários estão no Brasil, 15% estão na Argentina e 3% nos Estados Unidos, você pode usar um <select> ao invés de uma <input type=”text”> para atender os requisitos de país. As opções seriam Brasil, Argentina, USA e logo após teríamos lista com a ordenação alfabética.
    • exemplo 3: Para endereços no Brasil, no <fieldset> de localização, perguntando apenas o CEP podemos recuperar endereço, bairro, cidade e estado. Com isso faz sentido perguntar primeiramente o CEP, recuperar o valor via webservice e após o sucesso automaticamente preencher estes campos para o usuário.
    • Existem também exceções: A segurança deve ser levada em conta ao ponderar sobre recursos de auto-completion. Não seria ético tampouco legal recuperar os dados do cartão de crédito do usuário para onerá-lo da tarefa de inputar seus dados bancários, uma das partes mais tediosas e passíveis de erro durante a transação de um checkout.

  3. Informações de conhecimento público normalmente são mais acuradas que informações de conhecimento pessoal; Quando perguntamos algo ao usuário, temos que ter em mente que eles podem mentir (everybody lies) ou mesmo errar. Podemos minimizar isso reduzindo problemas. O sistema de auto-completion com o CEP mencionado acima é um exemplo claro. Um erro simples de digitação pode causar um problemão na hora da entrega: a rua Roda dos Ventos pode virar rua Rosa dos Ventos em um clique. Probabilidade altíssima de problemas futuros que você pode evitar usando este tipo de abordagem.
  4. Tenha cuidado ao transformar os requisitos de design em forms;
    A maioria dos forms é criada para manipular transações feitas com o banco de dados ou alterar objetos de uma tela. Explore as dependências entre os elementos, procure por similaridades que possam ser agrupadas graficamente, como campos de endereço ou informações pessoais. O exemplo do endereço de entrega versus o endereço de cobrança mencionado na regra #2 pode ser repetido aqui. Porque não habilitar em um form de inserir produto um drag-n-drop para definir a ordenação das imagens de descrição deste produto ao invés de subir as imagens em uma ordem pré definida ou ainda primeiro subir as imagens para só depois ordenar?

  5. Teste, teste novamente e quando achar que está tudo ok, teste de novo; Por alguma razão que nunca vamos descobrir, é incrivelmente fácil desenvolvedores e usuários terem idéias completamente diferentes quando o assunto é preencher um formulário. O mesmo form! Isso pode acontecer pelos mais variados modos:
    • conhecimento prévio com interações passadas,
    • respostas possíveis,
    • fluxo de página que depende de um contexto que o usuário pode entender de maneira diferente dependo de variáveis externas.

Por isso é importante montar o formulário e se certificar que todas as possibilidades de interação do usuário com os elementos da tela estão garantidas:

    • preenchimento de campos;
    • clique/toque em botões e objetos de tela;
    • entrada de dados validados para atender requisitos de design da aplicação;
    • condições especiais de uso e interação do form.

Isso nos dá evidência empírica do que funciona e o que nao funciona em sua aplicação, além de claramente indicar o caminho a seguir no caso de identificar um problema.

  1. Escolha sabiamente os elementos de controle: eles impactam a expectativa do usuário sobre o que ele está sendo perguntado e como deve responder a isso:
    • Os usuários tendem a associar o tamanho e forma física dos campos a o que eles imaginam que seja o que estamos perguntando. Só depois desta associação é que os usuários lêem o que o label de um campo está pedindo.
    • Uma única radio button vai ser algo ditatorial pois sugere a existência de pelo menos duas opções na tela.
    • Após você estar acostumado com o processo de compra de sua loja online e seu formulário, automaticamente você irá suavizar sua atenção por não ser uma tarefa nova e sim uma repetição (e daí entendemos o porque a estrada para para erramos um formulário que preenchemos “todo dia” é tão curta)

Escolhendo elementos de controle

Quando estamos montando o design do nosso form temos que nos ater a algumas situações que impactam diretamente todo o formulário:

  1. Espaço disponível na tela: não precisamos falar nada sobre isso. Cada pixel conta e sabemos disso muito bem, então escolha sabiamente como usar os elementos para tirar total proveito da sua área de exibição.
  2. Sofisticação no formulário deve respeitar uso geral dos forms: <input type=”text”> é algo que todos os usuários estão familiarizados a usar e vão fazê-lo bem, mas nem todo mundo estará confortável em usar um slider de range, com acionamento duplo.
  3. O form deve respeitar o conhecimento público nos domínios da sua app: É aceitável você usar um <input type=”text”> para um campo que aceita valores entre 0 e 1000. Mas isso iria requerer uma validação para certificar que numeros maiores ou negativos fossem inputados. Se a maior base dos seus usuários está confortável com esta regra, não existe o motivo de usarmos o mesmo slider de range mencionado acima, por todos os problemas de implementação, tempo, acessibilidade e principalmente, dificuldade de uso.
  4. Elementos externos criam expectativas que podem ser erradas: Temos o conhecimento que negrito, itálico e sublinhado são iconografias que foram criadas para dar um destaque a alguma palavra. Fica fora de contexto utilizarmos estas formas para exibir labels por exemplo.

    Olha o fast-food “encostando uma arma na sua cabeça” ao perguntar o que é mais saudável.
  5. Tecnologia disponível: o HTML e suas APIs oferecem suporte a muitos elementos de controle, e para os que não são suportados nativamente, existe uma grande gama de toolkits e frameworks que vai te ajudar a implementar aparência e controle em situações específicas.

Elementos de controle de Formulários

Para fazer o design de uma tela de formulário, precisamos de elementos de controle. No jargão do HTML, seriam elementos HTML, que nada mais é que o conteúdo que está dentro de uma tag, podendo inclusive ter outros elementos filho caso seja do interesse. Dito isso, fica muito mais fácil entender como o design trabalha com elementos de controle. Após escolher seus elementos na tabela abaixo, tudo que você precisa é codificá-los seguindo os padrões que já conhecemos.

Montar uma tela de formulário não é complicado. Estamos acostumados a fazer isso todos os dias. Porém existem mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar a nossa vã filosofia. O tópico acima mostra algumas variáveis que as vezes podem passar desapercebido e podem ajudar – e muito na hora de montar o design da sua tela. Você consegue se imaginar trabalhando orientado ao Responsive Webdesign sem utilizar os conceitos básicos mostrados acima? Pode parecer óbvio, mas é importante manter isso em mente ao utilizar a tabela abaixo:

Elementos de controle em um formulário são divididos em:

Causa

Tipo de interação

Elementos aceitáveis

Prós

Contras

Seleções e listas Escolhas binárias Checkbox Simples e pouco espaço utilizado na tela Checkbox podem ser usadas para múltiplas escolhas, coisa que usuários já estão acostumados ao visualizá-las. Isso pode levar ao erro, uma vez que é necessário entender que este checkbox único compreende uma escolha sim/não
Seleções e listas Escolhas binárias Radio button Duas opções visíveis. Fácil entendimento do usuário Espaço de tela usado maior que checkboxes únicas
Seleções e listas Escolhas binárias Dropdown Duas opções visíveis. Pouco espaço utilizado na tela. Permite expansão para múltiplas opções facilmente utilizando pouco espaço da tela Apenas uma opção é visualizada por vez. Requer alguma destreza no uso de formulários. Pode oferecer desafios de acessibilidade a pessoas com deficiência ou que preferem navegação pelo teclado.
Seleções e listas Escolhas binárias Toggle Buttons Iconográficos Mesmos prós do checkbox, desde que a opção seja mostrada como ícone visual Mesmos contras o checkbox, além do fato que não é uma opção padrão para seleção de texto como checkboxes.
Seleções e listas Escolhas binárias Menu com Radio button Espaço mínimo utilizado na tela uma vez que o menu é encontrado em barras ocultas de menu ou lightboxes. Requer muita destreza para encontrá-los e utilizá-los. Necessitam de indicações para que sejam fáceis de ser encontrados em uma tela.
Seleções e listas Escolha 1 de N para poucas opções Radio button Todas as opções estão sempre disponíveis na tela. Utiliza um espaço considerável na tela.
Seleções e listas Escolha 1 de N para poucas opções Dropdown Pouco espaço utilizado na tela. Enquanto o menu nao está expandido, mostra apenas uma das opções. Novamente requer alguma destreza para operá-lo e pode tambem oferecer desafios de acessibilidade.
Seleções e listas Escolha 1 de N para poucas opções Toggle Buttons Iconográficos Pouco espaço utilizado na tela. Todas as opções estão visíveis na tela. Os ícones podem precisar de tooltips para descrição, uma vez que a imagem pode não ser de fácil entendimento para todos os usuários.
Seleções e listas Escolha 1 de N para poucas opções Menu com Radio button Espaço mínimo utilizado na tela uma vez que o menu é encontrado em barras ocultas de menu ou lightboxes. Requer muita destreza para encontrá-los e utilizá-los. Necessitam de indicações para que sejam fáceis de ser encontrados em uma tela.
Seleções e listas Escolha 1 de N para poucas opções Listbox Muitas opções podem ser visíveis. O frame de seleção pode ser reduzido para até 3 items, permitindo scroll Espaço de tela usado maior que dropdowns ou spinners. Necessita aplicação de padrões de seleção, permitindo seleção única apenas.
Seleções e listas Escolha 1 de N para poucas opções Spinner Pouco espaço utilizado na tela. Apenas uma opção é visualizada por vez. Requer muita destreza no uso de formulários e conhecimento deste elemento, pouco utilizado até o lançamento dos novos input types no HTML5. Pode oferecer desafios de acessibilidade a pessoas com deficiência, que preferem navegação pelo teclado ou ainda usuários com ponteiros (mouse) já que a área de clique é mínima.
Seleções e listas Escolha 1 de N para muitas opções Dropdown Pouco espaço utilizado na tela. Apenas uma opção é visualizada por vez. Requer muita destreza no uso de formulários. Pode oferecer desafios de acessibilidade a pessoas com deficiência, que preferem navegação pelo teclado ou ainda usuários com ponteiros (mouse) já que a área de scroll é mínima.
Seleções e listas Escolha 1 de N para muitas opções Listbox Muitas opções podem ser visíveis. O frame de seleção pode ser reduzido para alguns items de modo a ganhar espaço (permitindo scroll) Espaço de tela usado maior que dropdowns. Necessita aplicação de padrões de seleção, permitindo seleção única apenas.
Seleções e listas Escolha 1 de N para muitas opções Treeview Muitas opções visíveis inicialmente, pode oferecer facilidades na cognição já que seus items estarão categorizados por níveis ou tipos (pastas) Grande espaço utilizado na tela. Requer muita destreza no uso de formulários.
Seleções e listas Escolha N de N para muitas opções Array de checkboxes Todas as opções estão sempre disponíveis na tela. Grande espaço utilizado na tela.
Seleções e listas Escolha N de N para muitas opções Array de Toggle Buttons Iconográficos Pouco espaço utilizado na tela. Todas as opções estão visíveis na tela. Os ícones podem precisar de tooltips para descrição, uma vez que a imagem pode não ser de fácil entendimento para todos os usuários.
Seleções e listas Escolha N de N para muitas opções Menus com Checkboxes Espaço mínimo utilizado na tela uma vez que o menu é encontrado em barras ocultas de menu ou lightboxes. Requer muita destreza para encontrá-los e utilizá-los. Necessitam de indicações para que sejam fáceis de ser encontrados em uma tela.
Seleções e listas Escolha N de N para muitas opções Listbox Muitas opções podem ser visíveis. O frame de seleção pode ser reduzido para alguns items de modo a ganhar espaço (permitindo scroll) Todas as opções não estão disponíveis na tela, requerendo scroll. Usuário precisa de indicações de que a caixa permite múltiplas seleções. Requer muita destreza no uso de formulários. Pode oferecer desafios de acessibilidade.
Seleções e listas Escolha N de N para muitas opções Treeview Muitas opções visíveis inicialmente, pode oferecer facilidades na cognição já que seus items estarão categorizados por níveis ou tipos (pastas) Grande espaço utilizado na tela. Requer muita destreza no uso de formulários.
Seleções e listas Escolha N de N para muitas opções Listbuilder Items selecionados são de fácil visualização. Pode permitir fácil expansão para escolha e ordenação de items. Lida facilmente com grandes listas. Grande espaço utilizado na tela. Funciona bem para grandes listas com poucas seleções. Muitas seleções oferecem dificuldades na visualização.
Seleções e listas Criando listas não ordenadas Caixa com botão de adição/novo Ação de adicionar registro é visível e óbvia para o usuário Grande espaço utilizado na tela. Visualmente bagunçado quando usuário insere muitos items.
Seleções e listas Criando listas não ordenadas Caixa com edição in-place Menor uso de tela. A adição é feita in-place, dentro da caixa Ação de adição não é tão óbvia quanto a caixa com botão de adição
Seleções e listas Criando listas não ordenadas Caixa com edição drag-n-drop Visualmente elegante e de fácil entendimento, uma vez que arrastar é uma ação intuitiva Necessita de indicações que mostram que na caixa existe uma área de arrastar.
Seleções e listas Criando listas ordenadas Caixa com botões acima/abaixo para ordenação Ações de rearranjo sempre visíveis na página. Grande espaço utilizado na tela.
Seleções e listas Criando listas ordenadas Caixa com drag-n-drop de items Visualmente elegante e de fácil entendimento, uma vez que arrastar é uma ação intuitiva Necessita de indicações que mostram que na caixa existe uma área de arrastar.
Texto Inputs para uma linha de texto Textbox
Texto Múltiplas linhas de texto não formatado Textarea
Texto Múltiplas linhas de texto formatado Textarea que permite tags inline Usuários avançados podem evitar o uso da toolbar inputando as tags diretamente Não é realmente um editor WYSIWYG
Texto Múltiplas linhas de texto formatado Editor Rich text Texto inputado já serve de preview. Nao permite edição apenas pelo teclado. É necessário o uso da toolbar para adicionar as tags necessárias.
Números Números com qualquer tipo de formato Textbox com máscaras Visualmente elegante e permite qualquer tipo/formato de tipos de dado Requer validação no back-end.
Números Números com qualquer tipo de formato Textbox estruturado e com máscaras Formato dos dados é explícito, facilitando preenchimento e entendimento do usuário Pode requerer grande espaço na tela. Também não permite inputs diferentes dos previstos, mesmo que o usuário deseje isso.
Números Números com qualquer tipo de formato Spinner Permite input sem o uso de teclado caso deseje o usuário Apenas uma opção é visualizada por vez. Requer muita destreza no uso de formulários e conhecimento deste elemento, pouco utilizado até o lançamento dos novos input types no HTML5. Pode oferecer desafios de acessibilidade a pessoas com deficiência, que preferem navegação pelo teclado ou ainda usuários com ponteiros (mouse) já que a área de clique é mínima.
Números Números dentro de um limite pre-definido Slider Metáfora óbvia, valor é mostrado de acordo com a posição do marcador. Usuário não pode inputar números fora deste range Pode requerer grande espaço na tela. Labels muito grandes podem se transformar em um problema também
Números Números dentro de um limite pre-definido Spinner Pouco espaço utilizado na tela, permite inputs direto pelo teclado e tambem via clique Não é familiar para todos os usuários. Pode oferecer desafios de acessibilidade a pessoas com deficiência, que preferem navegação pelo teclado ou ainda usuários com ponteiros (mouse) já que a área de clique é mínima. Requer validação no back-end.
Números Números dentro de um limite pre-definido Textbox com validação pós-input Familiar ao usuário, pouco espaço utilizado na tela, acesso via teclado. Requer validação no back-end. Range não é visível para o usuário, requer indicações dos limites para input.
Números Números dentro de um limite pre-definido Slider com textbox Permite inputs visuais(slide) e numéricos(input manual) Complexo, requer validação dos inputs no textbox.
Números Criando um subrange dentro de um range maior Slider duplo Menor uso de tela quando comparado com 2 sliders. Não é familiar para a maioria dos usuários. Problemas graves de acessibilidade porque não permite inputs via teclado.
Números Criando um subrange dentro de um range maior 2 Sliders Utilização mais fácil que um slider duplo. Grande espaço utilizado na tela. Problemas graves de acessibilidade porque não permite acesso via teclado.
Números Criando um subrange dentro de um range maior 2 Spinners Pouco espaço utilizado na tela, permite inputs direto pelo teclado e tambem via clique Não é familiar para todos os usuários. Requer validação no back-end. Não permite visualização do range maior.
Números Criando um subrange dentro de um range maior Textbox com validação pós-input Familiar para o usuário, ocupa menos espaço que sliders Requer validação e é necessário informar o range de alguma maneira para o usuário.
Data / Horário Textbox com máscaras Visualmente simples, permite amplo range de formatos. Permite acesso via teclado Requer validação back-end. Pode causar confusão no formato data/hora por não haver indicações explicitas.
Data / Horário Textbox estruturado e com máscaras Formato dos dados é explícito, facilitando preenchimento e entendimento do usuário Pode requerer grande espaço na tela. Também não permite inputs diferentes dos previstos, mesmo que o usuário deseje isso.
Data / Horário Datepicker Metáfora óbvia, calendário é exibido e a seleção do valor faz o input Grande espaço utilizado na tela. Pode oferecer problemas de acessibilidade caso não se permita acesso via teclado.
  1. Seleções e listas:
  • Seleções binárias: sim/não, ativo/inativo, etc;
  • Escolha de UM item para N com poucas e muitas opções;
  • Escolha de N items para N com poucas e muitas opções;
  • Listas não-ordenadas;
  • Listas ordenadas.
  1. Texto:
  • uma linha de texto;
  • múltiplas linhas de texto não formatados e formatados
  1. Números:
  • com qualquer formato;
  • dentro de um range (limite);
  • subrange (sublimite);
  1. Data e hora.

Use a tabela acima para escolher os melhores elementos de tela de acordo com sua necessidade. Você perceberá que as opções cobrem todas as necessidades atuais, alinhadas ao HTML5.

Padrões para Elementos de Controle

Os elementos de controle acima necessitam de padrões de funcionamento. Estes padrões mostram:

  1. Como combinar elementos;
  2. definir relações estruturais entre elementos;
  3. controlar mudanças de valores e como estes valores são alterados

Alguns elementos de controle possuem requisitos de funcionamento que já estão aplicados ao elemento em si (spinners ou datepickers já possuem seu comportamento nativo no elemento graças ao HTML5). Outros necessitam de programação no back-end, seja para validação, seja para a criação de ranges, seja para outras necessidades específicas. Quanto mais versátil o elemento, maior a possibilidade de usá-los. Um bom exemplo seriam input type=”text” que com frequência possuem funcionalidades específicas, alem de aceitar qualquer coisa textual.

  • Máscaras:

Máscaras permitem texto em qualquer formato ou sintaxe, fazendo com que o input do usuário seja interpretado de maneira inteligente, a medida que é digitado no campo.

Máscaras são usadas quando sua interface necessita de dados que usuários podem inputar usando qualquer tipo específico de conteúdo, porém não possuem a obrigação de conhecer estes formatos automaticamente:

  1. remover espaços,
  2. inserir apenas números (ou texto),
  3. texto sempre em caixa alta (ou caixa baixa),
  4. abreviações, etc.

Usuários querem que a ação (submeter o formulário) aconteça, não querem (nem devem) se preocupar com formatos corretos e interfaces complexas. Jacob Nielsen já dizia que “Usabilidade na web passa pelo fato de que como desenvolvedores de interface, não podemos deixar o usuário pensar demais para fazer uma ação. Ele simplesmente tem que fazê-la de maneira cognitiva”. Máscaras podem inclusive remover a necessidade de dicas no input ou dicas no prompt.

  • Formato estruturado:

Estruturar um campo de input significa quebrar um campo em vários outros, de modo a facilitar o entendimento do que é esperado que o usuário faça. Um bom exemplo seria quebrar um campo único de CEP por exemplo em dois campos, um para os primeiros 5 números, e outro campo para os 3 restantes. Outros exemplos podem ser mencionados: números de telefone, numeros de cartão de crédito (cartões AMEX tem um numero de caracteres diferente de cartões VISA por exemplo).

  • Fill-in-the-blanks: Combine um ou mais campos de modo a permitir que o usuário possa categorizar o que está inputando, facilitando a ação do usuário. Um bom exemplo seria um formulário de pesquisa em uma loja virtual:

Usar esta abordagem faz com que a interface seja auto-explicável. Ajuda ao usuário entender o que está acontecendo e o que foi pedido para ele.

  • Dicas no input: As dicas no input são importantes para fornecer um guideline ao usuário de como ele deve inputar valores dentro de um campo. O exemplo abaixo, retirado de um form do site dos correios para rastreamento de objetos ilustra bem isso.
  • Placeholder no input: O placeholder é um texto adicionado dentro do input e que automaticamente desaparece quando o usuário posiciona o cursor da tela dentro do campo. Um bom exemplo pode ser visto no form de busca das páginas do portal globo.com.
  • Auto complete: O nome é auto-explicativo. A medida que o usuário vai digitando caracteres, os termos são auto-completados, fazendo com que o input seja mais rápido caso o resultado esteja disponível no índice usado. Veja o form de search no site do google.com.br
  • Dropdown chooser: Dropdowns podem ser usadas para acomodar seleções que podem utilizar um grande espaço na tela quando expandidas, porém não tem a necessidade direta de deixar todas as opções disponíveis (que usualmente são muitas). Um bom exemplo é a dropdown de seleção de cores no Google Docs.
  • Seleção ilustrada: Em alguns casos descrever a opção não é suficiente. É necessário ilustrá-la com uma imagem para facilitar a seleção do usuário. Um bom exemplo é esta dropdown de seleção de papel de parede disponível no site do livro Designing with Progressive Enhancement.
  • List Builder: Quando você precisa criar uma lista de items oriundos de uma outra lista, o listbuilder é o padrão ideal a ser usado. Duas textareas e programação fazem com que valores possam ser adicionados ou removidos, além de também poderem ser ordenados facilmente. Veja este exemplo de listbuilder para a configuração de uma toolbar:

  • Mensagens de erro:
    Quando o usuário faz algo correto ele recebe um feedback de sucesso, informando que o formulario foi submetido sem problemas. Mas também é necessário informar de maneira clara quando algo dá errado. Mensagens de erro podem ser customizadas de modo a evitar deixar o usuário “no escuro” quando algum erro acontece. Campos obrigatórios precisam de validação (agora mais simples com o atributo required presente no HTML5), mas podem acontecer outros erros que necessitam de feedback claro para indicar quais os próximos passos a seguir.

Você pode usar o poster abaixo como referência para criar suas interfaces. Clique na imagem para vê-la em uma maior resolução.

Na próxima semana, com a Parte 2, a abstração dá o lugar ao código para saber como montar os items que você selecionou para montar seus formulários, transformando os dois posts em um toolkit para o dia-a-dia. Namastê!

Referências

  1. Metawebdesign – Quando o Front-end se encontra com a experiência do usuário: http://www.slideshare.net/AlyssonFranklin/metawebdesign-frontend
  2. O Metawebdesign – http://metawebdesign.org
  3. Designing Interfaces – Second Edition (Jenifer Tidwell- O’Reilly books) http://designinginterfaces.com/
  4. Top-down e bottom-up design:  http://en.wikipedia.org/wiki/Top%E2%80%93down_and_bottom%E2%80%93up_design
  5. Everybody lies, uma frase do House: http://www.youtube.com/watch?v=nNOExDrsdbg
  6. W3C sobre formulários: http://www.w3.org/TR/html4/interact/forms.html#h-17.1
  7. http://www.mhavila.com.br/topicos/web/controles.html
  8. Spinner: http://www.jgeppert.com/jquery-spinner/
  9. A Form of madness: http://diveintohtml5.org/forms.html
  10. Responsive webdesign: http://www.alistapart.com/articles/responsive-web-design/
  11. Composição de um time multidisciplinar de UX - http://itweb.com.br/blogs/a-composicao-de-um-time-multidisciplinar-de-ux/
  12. UX Team of One - http://www.slideshare.net/ugleah/how-to-be-a-ux-team-of-one

Por Alysson Franklin

Alysson Franklin é desenvolvedor web por diversão. Lá de BH ele viu a internet nascer no Brasil, o IE vencer a guerra com a Netscape, os CD-ROMs da AOL, os pop-ups tirarem usuários do sério, o maketing "de ponta" dos banners e o nascimento dos heat maps, as newsletters virarem o precursor do spam, o javascript ser declarado como tecnologia para cybercriminosos e depois como Tábua de Salvação. Estudou Eletrônica Industrial e descobriu que pra se formar, tinha que “fazer um projeto de site para a internet”. 13 anos depois, atua como Front-End Engineer na IBM Brasil garantindo a aplicação dos padrões web, usabilidade e acessibilidade em projetos de grande porte.

http://twitter.com/alyssonfranklin

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Comentários (10)

  • http://www.rodrigosantana.com Rodrigo Santana

    Ótimo post, ja favoritei para ser lido mais tarde com mais calma!

  • http://leobalter.net Leo Balter

    Alysson, seu artigo está excelente!

    Só um comentário sobre um link: o Dive Into HTML5 perdeu sua página (410, Gone) por conta do autor que apagou toda a sua “vida” na internet. Mesmo com essa problemática, você pode referenciar o site mudando a extensão do endereço pra .info, por exemplo:

    A Form of madness: http://diveintohtml5.org/forms.html

    passaria para:

    A Form of madness: http://diveintohtml5.info/forms.html

    Esse novo domínio não deve sofrer o mesmo destino lamentável.

    Abraço!

  • http://dgmike.com.br Michael Granados

    Ótimo artigo!!!

    Infelizmente algumas vezes alguns formulários são impostos pelos superiores a nosso cargo e, mesmo argumentando, não conseguimos modificar nada no formulário.

    Normalmente, minha técnica se baseia na modelagem do banco de dados. Existem colunas (no MySQL) que eu já caso com cada tipo de campo no formulário.

  • Robison Fernandes

    Muito bom o artigo, realmente nos faz pensar nos pequenos erros que cometemos. Vou reavaliar algumas técnicas utilizadas por mim e aplicar as novas mostradas no artigo. Aproveitando o mesmo comentário. Tenho uma sugestão para fazer! Que tal montar um CSS com media=”print” retirando os elementos da página que realmente não precisam se impressos? EX: Nuvem de tags, campos de formulários, e também diminuir alguma publicidade, o Topo do site ocupa uma página inteira pois o menu em lista não foi diagramado na impressão. Que tal?

  • http://suissacorp.com.br/suissa Suissa

    Ótimo artigo, são coisas que nós ja temos como comum na mente mas não teorizamos, parabéns.

  • http://www.rgarte.com.br Renato Aguiar

    Muito bom, não vejo a hora de ver os códigos. Parabéns.

  • http://www.ronildo.com.br/blog Ronildo Costa

    Parabéns Alysson, muito bem escrito o post.
    Muito bem ilustrado e explicativo.

  • estenio

    Boa matéria, mas acho que a realidade é bem outra, pois um profissional que sabe tudo isso muito bem normalmente é um cara que ganha muito bem e que não aceita qualquer salário. A empresa que entucha tudo isso em uma pessoa só, que as vezes obviamente não tem o dom para gerir tudo isso ou até mesmo sabe um pouco de tudo mas não da conta é uma empresa na minha opinião com um pensamento retrógrado no requisito administrativo.
    Quem trabalha nesse meio(Como eu), sabe que quando a coisa fica frenética é difícil conciliar tudo, e as vezes trabalhar de sábado acaba sendo normal tendo em vista o comprometimento com o cliente.
    Se eu fosse dono de uma empresa eu preferiria uma pessoa que seja especialista em algo(claro com conhecimento básicos em outras coisas) do que uma pessoa que diz sabe de tudo um pouco e jogar tudo nas costas dela.
    Erros como no caso de construções de formulários sempre existirão e é por isso que pra mim tem coisas que são primordiais como tempo para pesquisa, produção e para descontração tb pq há horas em que algo não entra na mente e nada como ler ou ouvir algo que não seja programação para aliviar a pressão na mente

  • http://blog.tarsisazevedo.com tarsis azevedo

    PORRA PHYTON?!

  • alexandre

    O pior são os clientes que fazem questão de informações miuciosas tais como:

    5 telefones (obrigatorios)
    3 contatos de referencia
    nome do acompanhante
    nome do cachorro
    cadeira que vai ocupar
    numero do atestado de bons antecedentes

    e outras maluquices

    ahhahaha
    só rindo para nao pirar