Tableless - Desenvolvimento inteligente com Padrões Web

17/11/2010
Acessibilidade

Navegabilidade em Dispositivos Móveis

Minimizar a quantidade de informações e o esforço de interação com os elementos de interface. Estes são os princípios-chave que para que websites possam ser utilizados da melhor forma em dispositivos móveis.

Por


Um dos principais desafios ao projetar um site ou um sistema web para mobile é o tamanho em KB do conteúdo. Internet pelo celular ainda é cobrada por KB utilizados por muitas operadoras e o custo ainda é muito elevado no Brasil. Além disso, temos um espaço muito pequeno para mostrar o conteúdo. Mesmo os melhores smartphones touch-screen têm telas relativamente pequenas se compararmos com um monitor convencional ou notebook, o que cria um esforço de interação maior.

O princípio de acessibilidade para sites visualizados em dispositivos móveis é a apresentação sucinta de informações e para isso uma diretriz fundamental é utilizar corretamente as tags do HTML e fazer uma marcação adequada e semântica. Por exemplo, utilizar corretamente as tags de cabeçalho para estruturar títulos, P para parágrafos e outras recomendações que são comuns também aos sites convencionais.

Porém, deve ser minimizado o uso de tags, utilizando apenas as que forem necessárias. Por termos um conteúdo resumido e mais verticalizado, não há necessidade de muitas tags para estruturação e posicionamento do conteúdo. E, nesse ponto, entra outra questão: muitos sites disponibilizam o mesmo layout para web e para mobile, apenas acrescentando uma folha de estilo com atributo mediatype=”handheld” para adaptar a apresentação do conteúdo aos dispositivos móveis.

O mais adequado é prover uma página alternativa, com HTML e CSS próprios para a visualização neste tipo de dispositivo. Existem verificações server-side (depende da linguagem utilizada) que permitem identificar se o usuário está acessando o site a partir de um dispositivo móvel e então fazer o redirecionamento para a versão mobile.

Desenvolver uma versão mobile de seu website implica também em reduzir as informações que são apresentadas, disponibilizando apenas textos, links e imagens que sejam mais relevantes. Fazendo isto, reduzimos a densidade informacional e possibilitamos que os usuários encontrem mais facilmente as informações. Além disso, conseguimos reduzir o tráfego de conteúdo por diminuir o tamanho da página.

Outras dicas importantes sobre acessibilidade (e também usabilidade) para dispositivos móveis:

  • Evite o uso de javascript e flash, ainda há dispositivos que não suportam corretamente estes elementos. Mesmo para dispositivos que suportem scripts, eles devem ser utilizados apenas caso não haja outra forma de realizar uma determinada função. Scripts aumentam o consumo de energia.
  • O título das páginas deve ser curto e descritivo, para que o usuário identifique a página que ele está;
  • Prover, sempre que possível, pré-seleção para valores em campos de formulário, pois isto minimiza a quantidade de entrada de dados que o usuário deve fazer.
  • Quando possível, utilizar também listas de seleção, radio buttons e outros controles que não requerem digitação.
  • Garantir que cada formulário presente tenha um botão submit, evitando submissões por de javascript através de um evento no campo de formulário.
  • Reduza a quantidade de seletores e propriedades em seu CSS e, se possível, coloque declarações em uma única linha para reduzir o tamanho dos arquivos. Você também pode optar por utilizar script server-side para a compressão das folhas de estilo.
  • Para os textos, evite medidas absolutas e em pixels, permitindo que os navegadores ajustem o conteúdo à tela.  No CSS, utilize porcentagens e medidas relativas como em, ex, bolder, larger e thick.
  • Especificar as dimensões exatas da imagem em pixels ajuda o navegador a continuar o carregamento da página e evitar o recarregamento depois da página ter sido exibida por completo. Os dispositivos podem perceber melhor as intenções do desenvolvedor se as margens, bordas e espaçamentos forem especificados em pixels.

Algumas destas recomendações foram obtidas no site ready.mobi com base em diretrizes do W3C.

Por Talita Pagani

Talita Pagani, 24 anos, mora em Bauru, interior de SP. Trabalha como web designer desde 2005, mas começou a se interessar pela área em 2001. É graduada em Ciência da Computação. Apaixonada por usabilidade, design de interface e padrões web.

http://www.twitter.com/talitapagani

Veja os outros posts de

  • http://www.tkp.com.br/ Thiago

    Esse sim é um mercado que está crescendo e muito e concerteza os padrões Web vale muito para esses dispositivos móveis, cada KB vale muito.

  • Pingback: Tweets that mention Navegabilidade em Dispositivos Móveis | Boas práticas de Desenvolvimento com Padrões Web -- Topsy.com

  • http://www.rveloso.com Rafael Veloso

    Olá Talita, achei muito interessante seu post e gostaria de pedir que continue postando assuntos relacionados a mobile. (é claro se for possível)

  • http://livehelton.blogspot.com Helton

    Com esses planos de dados móveis, acho que o custo dos KB já não é mais barreira. O problema mesmo é conseguir fazer uma coisa legal e usável, quando o usuário está usando o site ao mesmo tempo que caminha na rua, conversa com sei lá quem, desce as escadas… está no ônibus. Simplificar ao máximo sem perder em conteúdos, funcionalidades. Eis o ponto. Bom ver teus textos circulando de novo Talita!

  • Dedicio

    Muito legal o post.

    Apesar do Brasil ainda estar engatinhando nessa área, já é preciso estar por dentro, mesmo sendo impossível que é uma área em transição e muitos padrões irão mudar.

  • Fred Wuerges

    Uma coisa interessantes a se fazer para diminuir consideravelmente o tamanho dos arquivos é utilizar algum software comptactador de fontes. Com isso dá de diminuir alguns KB’s dependendo do fonte. O próprio Firefox tem um complemento chamado Page Speed que realiza esse tipo de compactação, além de outras funcionalidades.
    Artigo interessante, parabéns.

  • Pingback: Tropeçando 35 | Rafael Bernard Araujo

  • http://www.thiagocolares.com.br Thiago Colares

    Bacana o seu artigo Talita! Toques muito importantes :)

  • Pingback: Navegabilidade em dispositivos móveis (por Talita Pagani) « Thiago Colares

  • http://www.acabecomasespinhas.info Dan Henrique

    Muito legal. Uniu o útil ao agradável. Dois mercados que não param de crescer, juntos. Adoro isso rs. Ótimo artigo, obrigado.

  • Tiago Celestino

    Irônico ou não, o site Tableless não tem uma versão mobile. Hehehehe

    brincadeiras a parte, estou desenvolvendo meu primeiro projeto mobile e senti que ainda é preciso uma adequação das agencias quando vende um produto para dispositivos moveis, sem contar que o designer tem que se preocupar mais com a usabilidade e acessibilidade e não muito com a interface
    gráfica.

  • http://rafaelcavalcante.com Rafael

    Esse é um tipo de artigo que deveria ser enviado aos clientes junto da proposta…

    Parabéns Diego ;)

  • http://rodrigofante.com Rodrigo Fante

    Perfeito artigo, eu já faz 1 ano aproximadamente que cobro em média 30% a mais para dar suporte ao IE6, claro este valor varia de site para site, afinal, layouts diferentes irão gerar um impacto diferente no código gerado para dar compatibilidade ao IE6, designs mais complexos exigirão mais trabalho para esconder as limitações do IE6 e um design simples pouco trabalho me dará de adequação ao IE6.

    Mas a média 30% é um valor bastante justo e razoável, em média uns 80% dos cliente pedem para ignorar o IE6, e seja feita a escolha do cliente.

  • Vitor

    Gostei do artigo; simples e direto.

    Uma observação: eu li no Drawar certa vez que na verdade não é preciso tentar deixar o resultado do IE (principalmente o 6 e o 7) exatamente igual ao do resto dos browsers. Seria mais válido tentar deixar a interface usável e completa da forma que for possível naquele browser.

    Realmente gastar horas e mais horas de testes e hacks para um retorno pequeno não vale a pena…

  • http://rodrigofante.com Rodrigo Fante

    Estou no artigo Desenvolvendo para IE6, Windows 7 e Firefox 3.6.12 – teste

  • http://rodrigofante.com Rodrigo Fante

    teste comentário no artigo sobre IE6

  • http://casal10.evonblogs.com.br Gran Kain

    O caminho é bem este, não é apenas um “não gostar”, sai mais caro. Quer em IE6? Ok, Quer em IE 1? Ok, será um site para cada IE, não tem problema.

    Como dizia um professor meu, cliente nunca tem que ouvir a palavra problema, se ele quer pra IE6 é uma oprtunidade de se atingir um público maior (e uma oportunidade nossa de ganhar mais dinheiro ^^ )

  • http://project47.viscountbox.com Carlos Eduardo

    Admito que esse é um assunto um tanto quanto batido.
    Mas o interessante é justamente essa postura que devemos ter atualmente: o cliente quer suporte? Ok, mas pague mais caro por isso.

    Esse procedimento já é padrão aqui na agência e, por mais que quase todos ainda queiram o IE6, nossos cronogramas ficaram mais generosos :)

  • Mateus

    Curto ler o blog mas noto a falta de um texto mais transparente e que seja, de fato, voltado para a didática do desenvolvimento de interface. Quando se usam termos específicos é necessária a explicação deles, como em uma matéria jornalística, que deixa claro o significado de jargões. Atente para isso pois, simplificando a problemática da situação, alguém novato na área fica simplesmente perdido com termos que, para nós, já fazem parte do vocabulário comum. No mais, a idéia de um blog voltado para o desenvolvimento web, em português, é mais do que necessário, já que noto a grande dificuldade que muitos brasileiros tem ao lidar com programação e afins, simplesmente por não terem conhecimentos básicos de inglês (que de fato é fundamental para qualquer um que queira lidar com computação). Parabéns pelo Blog!

  • Fabio Munhoz

    Muito bom o artigo, na verdade todos deste autor me interessaram muito.
    Normalmente eu costumava usar o gracefull degradation para os meus projetos, porem fui convencido por este artigo que para iniciar um projeto o melhor seria o PE mesmo.

    Só acredito que no meu caso, pelo nos projetos que trabalharei nos proximos meses, acredito que a versão print ganhe mais evidencia e tenha uma etapa própria.

    abs e continue com os bons artigos

  • http://www.superachei.com.br Edu

    A tecnologia vem na frente, e a praticidade vem depois.

  • http://www.forumamordepeixe.com.br Marcelo Mello Ramos

    Obrigado pelas dicas. Vou vazer algumas modificações nos meus sites de forma a tentar melhorar meu método. Valeu.

  • Fernando

    Só faltou a versão mobile do Tableless , não?
    Enviado pelo meu Android.