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WebAssembly – a web compilada

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Como não esperar algo bom vindo de uma parceria entre Google, Microsoft, Mozilla e WebKit Project?

A novidade dessa vez é o WebAssembly, um novo formato binário para compilar aplicações para a Web.

Por bem ou por mal, o JavaScript se tornou um padrão para a aplicações web. Nos últimos anos temos visto mais e mais esforços para que o desenvolvedor crie seu código em uma outra linguagem e “compile” para arquivos JavaScript. Outros projetos buscar resolver as limitações do JavaScript, adicionar novas funcionalidades ou mesmo aumentar sua velocidade. Agora, alguns desses projetos serão juntados para criar o pretensioso WebAssembly, que visa se tornar o novo padrão nativo para web.

O que é esse tal de WebAssembly?

Basicamente, é um novo formato vai permitir que os desenvolvedores compilem seus códigos para a web. Atualmente o projeto está focado em C/C++, mas pretende abranger outras linguagens.

O time do WebAssembly optou por usar formato binário porque, desta forma, a aplicação pode ser comprimidas ainda mais que os arquivos de texto em JavaScript e também porque é muito mais rápido para a engine do browser decodificar os arquivos binários do que analisar/executar códigos JavaScript-based (23x mais rápido no protótipo atual comparado ao asm.js da Mozilla).

Como uma primeira etapa do projeto, o WebAssembly vai ofertar as mesmas funcionalidades do asm.js. O WebAssembly Team pretende também lançar também o então chamado polyfill library que irá converter os códigos WebAssembly em arquivos JavaScript para que possa ser executado em qualquer browser, mesmo que não haja suporte nativo ao novo formato. Com o decorrer do projeto, serão adicionadas novas funcionalidades, ferramentas e suporte a outras linguagens, além de um suporte nativo a WebAssembly nas futuras versões dos principais navegadores do mundo.

A equipe afirma que o objetivo não é substituir o JavaScript, mas permitir que mais linguagens sejam compiladas para web. De fato, há a possibilidade de usar essas duas linguagens lado a lado, partes das aplicações podem ser feitas com módulos do WebAssemply (Animações, visualizações, compressões, etc) enquanto a interface é programada em JavaScript, por exemplo.

Esse novo formato poderá abrir uma nova gama de possibilidades, permitindo criar aplicações mais rápidas e leves, portanto é um projeto que definitivamente vale a pena acompanhar nos meses e anos seguintes.

Fonte: Techcrunch

Publicado no dia