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Responsive Web Design – focando a coisa certa

Será que todo mundo precisa de um design responsivo? Você pode não estar dando atenção para o que realmente importa.

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Eu andei pensando em um assunto e procurando sobre encontrei um artigo, fresquinho, no Brad Frost que veio de encontro ao que eu estava matutando. Eu escrevi em tempos passados um artigo sobre por que estávamos desenvolvendo apenas para iPhone. Foi aí que começamos a pensar em versões mobiles. Mas fazíamos versões mobiles dos nossos sistemas e websites simplesmente sem entender quando a necessidade de ter um site mobile era real. Muitas empresas gastaram uma boa grana para ter sua versão mobile, mas apenas para se manter na moda.

Agora, a bola da vez é criar designs responsivos como se não houvesse o amanhã. É aí que entra a pergunta: você precisa de um design responsivo?

A maioria dos browsers para dispositivos móveis fazem um bom trabalho em websites que não tem versão específica para mobiles. Desde a vinda do iPhone, todos os browsers para mobiles se adequaram de uma forma que antes apenas o Opera abordava. Hoje, quando navegamos em qualquer website, tendo ou não versão para mobile, temos uma boa experiência. Aí vem o ponto: será que criar um site responsivo é o mais importante para o negócio do seu cliente? Produzir um website mobile friendly não é apenas modificar sua carinha, colocar ícones bonitinhos e pronto. Há outros pontos a serem abordados que são tão ou mais importantes que este.

Veja um comentário do Brad Frost em seu artigo:

Your visitors don’t give a shit if your site is responsive. They don’t care if it’s a separate mobile site. They don’t care if it’s just a plain ol’ desktop site. They do give a shit if they can’t get done what they need to get done. They do give a shit when your site takes 20 seconds to load. They do care when interactions are awkward and broken.

Entende o que eu quero dizer? Um dispositivo móvel já é mais dinâmico por natureza que os desktops. Os aparelhos móveis de hoje em dia nos fazem querer os resultados mais rapidamente. Se você tiver um website desenhado apenas para desktops, mas mesmo assim ele é rápido, os usuários de mobile vão agradecer. Já vi muitos websites mobiles que foram apenas adequados… Isso não é produzir um site mobile. Se seu site é bem desenhado e sua usabilidade impecável, ter um design responsivo passa a ser secundário e você passa a dar atenção coisas mais importantes, por que mesmo sendo uma versão desktop, o usuário conseguirá navegar sem muitos problemas.

Mas você quer dizer que sites mobile não importam?

Não, não quero dizer isso. Pelo contrário, eles importam e muito. A experiência do usuário é muito melhor se houver uma versão mobile, sem sombra de dúvida. Mas do que adianta ter uma versão mobile se o site demora 20 segundos para carregar? O dev cria a versão mobile, mas ele não faz adaptação nenhuma nas imagens (e não estou falando apenas de mudar a dimensão dela), não usa com inteligência o font-face, que embora seja maravilhoso, come muita banda… Acontece que ter carinha bonita não quer dizer que é fácil de usar.

Experiência de usuário é o foco

O foco é buscar a melhor experiência possível que o usuário pode ter em seu dispositivo. Nós usamos responsive web design para levar a experiência do usuário para outro nível. Não apenas por que está todo mundo fazendo. Você não precisa fazer seu site se adequar ao redimensionar a janela. É bonito? Sim, claro, mas só pra impressionar, porque não é muito útil se você parar para pensar.

No front-end, a experiência do usuário vai muito além do design. Responsive web design não é uma modinha é mais uma ferramenta para usarmos em pról da boa experiência do usuário. É por isso que na construção dos nossos projetos, podemos iniciar o trabalho pensando primeiramente nos mobiles e depois nos desktops. Isso nos faz mirar em objetivos mais importantes, não apenas para mobiles, mas para os desktops também, bem como tablets, tvs e todo o resto que vem por aí.

Alguns artigos para você dar uma olhada:

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Por Diego Eis

Diego Eis criou o Tableless para disseminar os padrões web no Brasil. Como consultor já treinou equipes de empresas como Nokia, Globo.com, Yahoo! e iG. É palestrante e empreendedor.

http://about.me/diegoeis/

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  • Bruno A Pontes

    É aquela velha premissa: o importante é a boa experiência do usuário com a interface, conseguindo buscar as informações que ele desejar. A tecnologia e a técnica do desenvolvedor devem ser apenas o sustentáculo para que isto aconteça. E é assim também com o sites responsivos. Qualquer coisa que se torna “modinha” de desenvolvedor cai neste mesmo dilema, já perceberam? Boa reflexão, Diego! Estou sempre aqui, lendo os artigos do Tableless. Parabéns a todos.

  • http://twitter.com/rodrigowillrich Rodrigo Willrich

    Primeiramente, se a tecnologia não é útil, porque o Tableless a utiliza?
    Eu sou adepto do web design responsivo e um fã assumido do Ethan Marcotte, criador deste paradigma, que o desenvolveu como uma alternativa à solução de “versões mobile” dos nossos websites. É muito importante lembrar que o web design responsivo não é somente uma alternativa “bonitinha” e sim um paradigma poderoso na web atual e futura, pois a gama de dispositivos utilizados para o acesso à websites tem crescido assustadoramente, assim como a criatividade de novas formas de acesso. Em uma web mutante como a de hoje, “versões mobile” ajudam a se adaptar, mas sem uma experiência consistente em todos, e não menos que todos os dispositivos, estamos violando um  dos princípios básicos do web design, que dizem que um site deve ser acessível, e o paradigma de web design responsivo é a maneira mais próxima de se conseguir isso sem a necessidade de se desenvolver uma solução para cada tipo de dispositivos, o que ao meu ver já torna esse paradigma no mínimo útil.

    Outro ponto no qual eu não concordo é o fato do web design responsivo causar problemas de performance. A cada dia surgem novas ferramentas para melhoria de performance, como loaders condicionais para scripts e folhas de estilo, compactação de conteúdo estático, soluções server-side para dispor imagens em diferentes resoluções, etc.

    Concordo que tal paradigma deve ser usado de uma maneira bem planejada, e não só por moda, mas se bem utilizado, em conjunto com outros paradigmas como o Mobile-first e a estratégia de conteúdo, estará ajudando a mover a web para frente.

  • http://erickwilder.com Erick Wilder

    Diego, eu entendo seu ponto de vista e concordo com parte dele. O maior problema deste tema não está em decidir o que é ou não melhor para o usuário; está em decidir se quem paga está disposto a pagar mais caro para promover uma experiência mais satisfatória ao usuário. 
    Como designers/desenvolvedores, temos sim que ser inclinados a adotar o melhor – mesmo que durante o processo algumas coisas se percam, pois sem isso o nosso trabalho não evolui. Veja os padrões web: o mercado os absorveu pois, muitos designers/desenvolvedores passaram a fazer com que seus clientes e chefes os enxergassem como algo não somente correto, mas também viável – e porque não lucrativo.Como desenvolvedor tenho obrigação de saber o que é melhor para o usuário; Como empreendedor, preciso entender que existem limitações a serem contornadas, mas este não deve ser um ponto justificável para simplesmente deixar um usuário com uma “versão desktop rapidinha” como solução para experiência móvel. Não acho que o seu texto está errado, só incompleto – como formador de opinião e pessoa que tem poder de influenciar na adoção de padrões, técnicas e ferramentas, acho um tanto complicado dizer que “um site rápido é suficiente” sem mostrar, com mais detalhes que o trabalho do designer/desenvolvedor, não se limita apenas à implementação: envolve, também, um processo de convencimento de seus respectivos clientes/chefes/colegas de trabalho de que a experiência do usuário em contextos diferentes exigem, sim, abordagens diferentes.

  • Rodrigo Simoni

    Diego, discordo a parte em que você diz: “Hoje, quando navegamos em qualquer website, tendo ou não versão para mobile, temos uma boa experiência quando acessamos em nossos smartphones.”
    A maioria dos sites que não tem sua versão mobile não me dão uma boa experiência de usabilidade e você sabe o quanto isso é importante. Sem contar que estes sim são mais lentos. É claro que design responsivo não é moda, mas vejo como um novo cenário que se abre pra web. A questão não está se este novo conceito sai mais caro para o cliente, mas vejo como um conceito obrigatório para todos os desenvolvedores, pois isso está dentro do processo de desenvolvimento. Web Design Responsivo tem de se tornar obrigatório, visando a qualidade e experiência do usuário. Nós desesenvolvedores temos de nos adaptar às mudanças. Esqueça essa conversa fiada de que o cliente tem de estar disposto a pagar a mais por uma boa experiência. Se você quer evoluir a web, evolua seus conceitos. Design Responsivo para todos!

  • Jhonatan

    Sinceramente sou fã do design responsivo! É muito legal você desenvolver uma solução pro seu cliente que rode em diferentes dispositivos e proporcione uma melhor experiência ao usuário final. Entretanto, não concordo que a implementação de um design responsivo deva ser regra na construção de sites, digo, a todo custo devemos implementar uma solução desta em prol de uma internet melhor. A grande realidade, é que outros fatores determinam se vale a pena ou não a implantação desta tecnologia que vão além das características técnicas, como por exemplo: Você tem tempo de planejar e implementar um site deste? Isso é essencial, pois ao meu ver, não vale a pena se matar pra construir um site lindo e que se adapta aos dispositivos que o usuário utiliza num prazo ridículo! (Muitas vezes os prazos são tão curtos que nem uma versão desktop bem feita e planejada dá pra ser feita). Foi contemplado no projeto junto ao cliente? Business is business… dificilmente um web designer vai parar pra realizar um planejamento deste nível (caso ele queira entregar realmente um site responsivo de qualidade, e não qualquer coisa que redimensionando o browser mude de forma) para um cliente que não quer pagar por isso. Talvez por ser um cliente grande ou pra impressionar e talvez conseguir projetos posteriores valha a pena como diferencial de mercado, mas provavelmente você não fará isso com todo e qualquer projeto que aparecer. É ótimo ter opções no mercado de tecnologia para implementar soluções finas como o MediaQuery do CSS, e melhor ainda, ter a consciência de saber onde realmente vale a pena usá-las.

  • http://twitter.com/RafaelFunchal Rafael Funchal

    Concordo com quase tudo, mas ficaria mais agradável caso prestassem mais atenção em alguns errinhos de português. De resto, parabéns!

  • Jorge

    chato

  • Eu

    Gostei de seu artigo :)

  • Geraldo Lacerda

    Muito legal todos os pontos de vista, mas continuo na linha comercial entre outros dois personagens: Contratante e Contratado. Considero que devemos tomar um certo cuidado no oferecimento de novas tecnologias aos contratantes porque, o melhor experiência para o usuário final não quer dizer a melhor experiência financeira para as inúmeras micro e pequenas agências que vivem de projetos pontuais. E neste ponto estamos falando de Tempo X Dinheiro. Não sei se o Rodrigo estava falando do usuário final, mas esquecer a conversa de que o cliente não deve estar disposto a pagar a mais por uma boa experiência…é romance!
    Se vc como empresário/desenvolvedor analizou, diagnosticou e provou para seu cliente que o seu público alvo merece um design responsivo com foco no retorno sobre o investimento, alguém terá que pagar o tempo dedicado.

  • http://www.facebook.com/bruno.agnedasilva Bruno Agne da Silva

    Parabéns pelo Artigo! é exatamente meu ponto de vista.

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