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Iniciando na programação

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Meu primeiro contato com programação foi na faculdade, exatamente na cadeira de lógica de programação. Antes disso eu era um leigo e nem imaginava como funcionavam as coisas por dentro dos hardwares. Nas aulas práticas, começamos com códigos para calcular as operações básicas da matemática, usando linguagem JAVA e IDE Eclipse, mostrando o resultado final com system.out.print(). Mas o que vem depois?

Nesta hora pensei que nas próximas aulas teria mais proximidade em implementar interfaces interativa com cores, comandos de clicar e arrastar, e um pouco de animações para quando efetuar alguma tarefa. O que tínhamos aqui eram códigos de como mostrar no console, sem graça, o meu nome, calcular idade através da data de nascimento e o que não poderia faltar: “Hello World”.

Via meus colegas de aula vibrarem diante desses desafios inciais da programação básica e me perguntava, mesmo tendo dificuldades de iniciante, por que o professor não parte logo para algo mais empolgante e realista? Sabemos que estas questões de níveis básicos envolvendo matemática são interessantes nas primeiras aulas, mas e depois? Onde estão aqueles softwares legais que utilizamos no nosso dia a dia, Windows, Word, Photoshop, etc.? A cada passo dentro desse mundo da programação, via que o quão complexas eram as estruturas desses softwares que eu utilizava todos os dias.

“Por que ensinar esses códigos se ninguém vai precisar disso? Por que não ensinar algo que vamos usar de verdade?”

Hoje sou professor, e me deparei com a pergunta que por várias vezes pensei em fazer a quem me ensinava: “Por que ensinar esses códigos se ninguém vai precisar disso? Por que não ensinar algo que vamos usar de verdade?”. E logo me veio a resposta: “porque a programação é um paradigma complexo e é mais fácil inciarmos com algo próximo a seu realidade. Adição, subtração, entre outros, são comuns de qualquer aluno que tenha passado pelo ensino fundamental”.

Fazer o aluno perceber que ele poder chegar na solução de um determinado problema sozinho, que ele pode utilizar todo o seu conhecimento adquirido em outras áreas e aplicá-los no contexto de software é lindo. Quem nunca teve que conhecer bem o mercado/ambiente onde iria implantar/desenvolver um software? Ou aprender sobre fisioterapia por conta de um projeto, ou saber como funciona uma contabilidade para desenvolver um software no ramo?

Tanto eu quanto o aluno estamos corretos na forma de pensar. Se tratarmos o ensino de linguagens de programação de forma rígida, teremos a probabilidade de criar desenvolvedores que apenas escrevem códigos, mas com medo de serem criativos, pois eles aprenderam receitas prontas. Por outro lado, para que o professor possa relacionar o conhecimento de uma matéria com uma atividade prática, e que envolva um ambiente mais real não é uma tarefa fácil, mas não é impossível. Fazer o aluno pensar como um desenvolvedor é sempre um desafio para quem leciona alguma linguagem de programação.

Particularmente, eu preferia quando tínhamos que realizar alguma máscara de formatação em caixas texto usando JOptionpane do que apresentar textos no console. O fato de usarmos JOptionpane durante as práticas de Java eram bem mais animadoras, mas é do básico que se aprende.

Enfim, este post tem como objetivo dar opções e exemplos para iniciantes em qualquer linguagem de programação. Com isso, ficam mais algumas perguntas, (comentários são bem-vindos):

– Quais exemplos realistas podem ser compreendidos pelos iniciantes na programação?
– Quais exemplos marcaram seu início na programação?

Publicado no dia