Tableless - Desenvolvimento inteligente com Padrões Web

24/11/2005

Dando atenção para a Acessibilidade

O W3C liberou uma atualização dos Guias de Acessibilidade: Web Content Accessibility Guidelines 2.0. Gostei muito. Ultimamente eles estão se movendo muito rápido quando o assunto é Acessibilidade. E é importante perceber que os desenvolvedores também estão se mobilizando para …

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O W3C liberou uma atualização dos Guias de Acessibilidade: Web Content Accessibility Guidelines 2.0.

Gostei muito. Ultimamente eles estão se movendo muito rápido quando o assunto é Acessibilidade. E é importante perceber que os desenvolvedores também estão se mobilizando para aprender, pesquisar e praticar as boas maneiras de acessibilidade, deixando os sites mais acessíveis, tanto para pessoas com algum tipo de deficiência, quanto para usuários de outros dispositivos.

A Acessibilidade – como já disse várias vezes aqui – é um assunto muito profundo. No começo pode parecer aterrorizante… Como, tornar um mesmo código XHTML acessível um site para pessoas com algum tipo de deficiência motora ou visual e a diversos dispositivos além dos pc´s, como celulares, smartphones, pdas e etc… Às vezes temos problemas até mesmo em manter a compatibilidade dos sites em browsers de um único sistema operacional, quem dirá entre vários dispositivos e pessoas com necessidades diferentes.
Mas não é tão assustador como parece. Acessibilidade é um assunto apaixonante. Vale muito a pena ler e se aprofundar no assunto.

Por Diego Eis

Diego Eis criou o Tableless para disseminar os padrões web no Brasil. Como consultor já treinou equipes de empresas como Nokia, Globo.com, Yahoo! e iG. É palestrante e empreendedor.

http://twitter.com/diegoeis/

Veja os outros posts de

  • http://www.korkandesign.com Pablo Augusto

    Bom, que eles estao realmente se movendo mais rápido, disso não ha duvidas. Isso é muito importante pois quanto antes consegui-mos atender a "todo" o publico da internet (seja ele com browsers, dispositivos ou mesmo deficiências diversas) é que realmente a internet se tornará a grande via de comunicação universal, que ira atender a todos, independente de raça, de status social ou de sua deficiência.

    Isso é responsabilidade social, e por isso todos os designers do nosso BRASIL, bem como os de todo mundo, devem adotar o desenvolvimento pelos padroes.

    Vamos tornar a WEB acessivel a todos.

    Um grande a braço a todos.

    OTIMO post !!!

  • Roberto Almeida Longhi

    É a ideia tem q. ser conteudo para todos … se excluir os deficientes de qualquer tipo realmente não tem como …

    O problema é … provavelmente fazer um site assim deve dar mais trabalho para o programador, que vai ter que repassar este custo ao cliente, que quase nunca entende o real valor desses detalhes …

    Ai esse item tão importante fica a cargo do programador que queira criar um bom portifolio, afim de impressionar os clientes … acho eu …

    Infelizmente o acesso a todos a informação acredito que ainda vai demorar alguns anos … mas realmente tem q. ter o punho firme do W3C pra indicar como fazer corretamente …

    E MAIS UM VIVA AOS PADRÕES ;)

  • http://www.gnunes.net Guilherme Nunes

    Não só apaixonante como também uma atitude de um bom ser humano. Pois, se seu site não estiver acessível, você restringe os deficientes a não navegarem no mesmo.

    Gosto quando tem textos aqui falando sobre acessibilidade. Bem legal mesmo. Parabéns!

    Forte abraço.

  • Diego Dacal

    Acessibilidade é uma coisa um tanto quanto complicada, pois ainda não existe uma padronização na forma do USO. nós estamos caminhando para uma padronização (e consequentemente uma melhora) no desenvolvimento de páginas acessiveis. Mas a realidade do uso não é tão padronizada assim. Eu desenvolvo páginas para usuarios DOSVOX, e a construção dessas páginas é MUITO diferente do "formato" apresentado pelo w3c. Mas isso de acessibilidade é muito legal, pois propicia a inclusao digital de pessoas que antes nao tinham forma (ou entao era quase impossivel) de acesso à internet.
    Eu apoio a causa. Mas agora cabe a nós nos adequar às realidades possiveis, ou estimular os deficientes a usarem certos leitores que facilitam nosso trabalho (e algumas vezes até o deles).

    Sou fã do tableless.com.br, acho que aqui tem mta informação e consciencia.

  • Valério Farias

    Do ponto de vista legal O Decreto Lei nº 5296 de 2004 em seu artigo 8º prevê acessibilidade nos dispositivos sistemas e meios de comunicação e informação, contextualizando-se dessa forma com o ambiente da web[1].

    Paralelo ao meio legal existem algumas motivações para eliminar as barreiras:

    * Não vamos ter a vista perfeita durante toda a vida, a tendência é termos dificuldades de leitura quando a idade vai aumentando.

    * Empresas de celulares, por exemplo, tendem a querer uma divulgação mais acessível para esses dispositivos.

    * As empresas geralmente excluem os deficientes, em termos de acessibilidade técnica, de serem os possíveis clientes. Com o tempo poderá surgir iniciativas viáveis em que a acessibilidade aumente a quantidade de clientes e consequentemente gere lucro.

    O que se conclui é que esse esforço gasto para gerar acessibilidade é compensado com a satisfação de está prestando um serviço com qualidade para a sociedade e que no final todos saem ganhando, seja desenvolvedor se qualificando, empresas ampliando o alcance dos serviços, usuários tendo acesso à informação sem barreiras tecnológicas.

    Claro que alguns dos meus argumentos ainda estão distantes da realidade brasileira em que os principais
    problemas são outros como mostra os dados da pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos-Opinion[2] em que a Internet está distante de 68% dos cidadãos brasileiros. Mas dentro do nosso universo da web no qual temos influência, dispomos de técnicas e tecnologias disponíveis prontas para serem utilizadas, então por que não utilizá-las?

    podemos então calcular a vantagem da utilização dos padrões para prover acessibilidade pela desvantagem de não utilizá-los, o prejuizo vai variar dependendo do local e público alvo e com a crescente divulgação e utilização a tendência é que o prejuízo de não utilizá-los aumente.

    Parabéns Diego pelo post.

    Um abraço a todos.
    ______________________________
    [1] http://www.mc.gov.br/rtv/lei/d_5296_02122004.pdf (lei da acessibilidade)

    [2] http://idgnow.uol.com.br/AdPortalv5/InternetInterna2_241105.html

  • Valério Farias

    Do ponto de vista legal O Decreto Lei nº 5296 de 2004 em seu artigo 8º prevê acessibilidade nos dispositivos sistemas e meios de comunicação e informação, contextualizando-se dessa forma com o ambiente da web[1].

    Paralelo ao meio legal existem algumas motivações para eliminar as barreiras:

    * Não vamos ter a vista perfeita durante toda a vida, a tendência é termos dificuldades de leitura quando a idade vai aumentando.

    * Empresas de celulares, por exemplo, tendem a querer uma divulgação mais acessível para esses dispositivos.

    * As empresas geralmente excluem os deficientes, em termos de acessibilidade técnica, de serem os possíveis clientes. Com o tempo poderá surgir iniciativas viáveis em que a acessibilidade aumente a quantidade de clientes e consequentemente gere lucro.

    O que se conclui é que esse esforço gasto para gerar acessibilidade é compensado com a satisfação de está prestando um serviço com qualidade para a sociedade e que no final todos saem ganhando, seja desenvolvedor se qualificando, empresas ampliando o alcance dos serviços, usuários tendo acesso à informação sem barreiras tecnológicas.

    Claro que alguns dos meus argumentos ainda estão distantes da realidade brasileira em que os principais
    problemas são outros como mostra os dados da pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos-Opinion[2] em que a Internet está distante de 68% dos cidadãos brasileiros. Mas dentro do nosso universo da web no qual temos influência, dispomos de técnicas e tecnologias disponíveis prontas para serem utilizadas, então por que não utilizá-las?

    podemos então calcular a vantagem da utilização dos padrões para prover acessibilidade pela desvantagem de não utilizá-los, o prejuizo vai variar dependendo do local e público alvo e com a crescente divulgação e utilização a tendência é que o prejuízo de não utilizá-los aumente.

    Parabéns Diego pelo post.

    Um abraço a todos.
    ______________________________
    [1] http://www.mc.gov.br/rtv/lei/d_5296_02122004.pdf (lei da acessibilidade)

    [2] http://idgnow.uol.com.br/AdPortalv5/InternetInterna2_241105.html

  • http://www.w4studio.com.br Valmir

    Sou cego e fico muito esperançoso de ter no futuro uma web com sites mais acessíveis, principalmente quando vejo uma comunidade de desenvolvedores como esta que orbita em torno da proposta empunhada pelos responsáveis deste site.
    Também sou desenvolvedor (programador especializando-se em PHP e MySQL) e mais do que ninguém me interesso por acessibilidade. Quando aplico os recursos de acessibilidades nos sites que ajudo a construir, sei muito bem o valor deles para quem não enxerga.

  • Alexandre

    è isso ai Valmir…….importante não é ficar parado reclamando….

    sobre a acessibilidade, o quanto a net hoje esta acessivel?

    alguem tem ideia desses dados?

    depois de algum tempo mudando o MEU conceito de contruir paginas reparei a grande importancia nesse assunto…e estou reparando nos grandes resultados que tenho obtido, só que …

    não é o que eu vejo na pratica em grandes casos…muitos deles por sinal…

    por isso gostaria de ter uma ideia melhor em relação a isso…….